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Três Mulheres Modernas Partilham a Sua Experiência Com a Maternidade

Quando grávidas e ocupadas, muitas mulheres tentam, certamente, dar o seu melhor para cuidarem de si mesmas – porém, com a certeza de que, por vezes, não é fácil chegar a todo o lado. O mundo da maternidade não tem apenas o seu lado cor-de-rosa: afinal, o que é que ninguém nos conta sobre a gravidez e o pós-parto? Conversámos com três mulheres diferentes, em faixas etárias distintas (25, 30 e 37), que partilham connosco a sua experiência com a maternidade.

PATRÍCIA FONTE, 25, Visual Merchandiser

Quando é que percebeu que era o momento ideal para ser mãe?

Percebi desde muito cedo. Sempre foi o grande sonho da minha vida. Imaginava como seria sentir o amor inigualável que une uma mãe e um filho e a magia de gerar um ser que será nosso para sempre. A maior e melhor responsabilidade do mundo, para a vida.

Com uma criança tão pequena, como gere o seu dia a dia para que consiga cumprir todas as suas funções pessoais e profissionais?

É um desafio diário. As crianças passam por várias fases, e por isso tem que haver uma adaptação constante nas rotinas, o que nem sempre é fácil de concretizar. Mas, o mais importante, é fazer com que o dia a dia seja o mais saudável e tranquilo possível. E com amor tudo se consegue.

A ideia de que a maternidade é um mundo apenas cor-de-rosa ainda não se desconstruiu por completo. O que pensa sobre isto?

É fundamental que se compreenda que o mundo maternal tem ambos os lados, tem coisas maravilhosas e outras menos boas. Para a mulher, tudo o que envolve a maternidade engloba uma mudança realmente muito grande. É importante que se conte a «verdade», é importante que existam várias histórias reais, sem medos e sem preconceitos.

Existe uma grande pressão para que depois de darem à luz, as mães apresentem o corpo que tinham anteriormente. Sentiu isto na pele?

De facto, é inevitável que isso não aconteça. Foi criada uma imagem de mulher ideal/perfeita, que na realidade não existe. Acho que, provavelmente, há mulheres que podem sentir de forma mais intensa do que outras. No meu caso, tive o apoio excecional do meu marido, e talvez por isso tenha conseguido ultrapassar essa etapa de uma forma mais controlada.

Como fica a relação e o prazer sexual com o parceiro depois da maternidade? Volta a ser como era?

Depende muito do parceiro que temos ao nosso lado. É uma mudança muito intensa, requer tempo, espaço e muita compreensão. Inicialmente, o principal foco é o bebé, o que acaba por deixar a relação entre o casal um bocadinho para segundo plano. Mas é numa fase inicial, é passageiro, a seu tempo tudo volta à normalidade. Acontece exatamente o mesmo com o regresso à atividade sexual. É perfeitamente normal existir algum desconforto e receio, cada parto é um parto, e por isso cada mulher leva o seu tempo.

ANA DOMINGOS, 30, EMPRESÁRIA

Quando é que percebeu que era o momento ideal para ser mãe?

Não me recordo de pensar sobre quando seria o momento ideal. Tínhamos muita vontade de viver o hoje e construir o amanhã, porém, nunca falámos em datas. Penso que não existe «o momento ideal». É ideal quando nos sentimos bem, partilhamos a mesma vontade e estabilidade.

Com uma criança tão pequena, como gere o seu dia a dia para que consiga cumprir todas as suas funções pessoais e profissionais?

Nos primeiros meses, é muito comum ouvirmos a mãe dizer que não tem tempo para fazer nada, ou que não fez nada o dia todo. Com o tempo, percebi que não há nada de verdadeiro nestas frases. Nós temos a mais maravilhosa e importante função do mundo, que para mim se resume em três palavras: amar, cuidar e educar. Nós, mães, somos doutoradas em noites mal dormidas e especialistas em dar colo e carinho. Enquanto isso, talvez a roupa fique por estender e o trabalho a acumular, o cabelo por lavar ou a casa por arrumar; haverá, de facto, dias em que talvez pareça uma missão impossível. E é isto. Não existem fórmulas, nem teoremas. Todos os dias são um desafio. Algumas de nós, nunca vão desistir de conciliar; outras, vão precisar de uma pausa. E está tudo bem com isso. Para mim, tudo se resume a uma constante procura de equilíbrio.

A ideia de que a maternidade é um mundo apenas cor-de-rosa ainda não se desconstruiu por completo. O que pensa sobre isto?

Sou apologista de que devemos sempre falar do lado bom e do lado menos bom. A verdade é que, ainda não há muito tempo, ouvia-se pouco a mulher, dava-se pouca importância ao que sentia, e existia uma pressão para que a maternidade fosse apenas coisas boas.

Existe uma grande pressão para que depois de darem à luz, as mães apresentem o corpo que tinham anteriormente. Sentiu isto na pele?

Não. Julgo que todas acabamos por pensar e ter uma expectativa de como será o corpo no pós-parto, mas nunca senti realmente pressão. Temos de nos lembrar: o nosso corpo tem o poder de gerar vida, transforma-se e carrega. É uma verdadeira casa durante meses. É muito importante dar tempo, ter paciência e, acima de tudo, confiar no processo.

Como fica a relação e o prazer sexual com o parceiro depois da maternidade? Volta a ser como era?

Existem sempre algumas inseguranças, e por isso é que o parceiro tem um papel fundamental em todo o processo. É uma viagem de confiança. No final do dia, tudo se intensifica e nada se perde.

ANA RITA, 37, TÉCNICA DE AUDIOVISUAL

Quando é que percebeu que era o momento ideal para ser mãe?

Quando tive uma relação minimamente estável e em que o meu namorado estava de acordo em ter um filho. Sempre imaginei ser mãe, mas gostava que fosse fruto de um amor e não de uma noite de sexo ou por inseminação (possibilidades que me passaram pela cabeça, caso a primeira hipótese não se concretizasse). Se fosse mais nova, talvez tivesse esperado mais um pouco, porque ainda não namorávamos assim há tanto tempo, mas o fator idade também pesou. Então, foi uma conjugação de fatores que fez com que fosse agora. E ainda bem

Com uma criança tão pequena, como gere o seu dia a dia para que consiga cumprir todas as suas funções pessoais e profissionais?

Ao início, achei que era impossível voltar a ter vida. O primeiro mês é muito cansativo e assustador, mas aos poucos as coisas vão ficando mais fáceis e naturais. É tudo uma questão de hábito e, lentamente, vamos conseguindo fazer algumas coisas que fazíamos antes –algumas, só! Há coisas que nunca mais vão voltar a ser como eram… agora, temos de escolher o que vale mesmo a pena, porque já não dá para fazer tudo o que fazíamos antes. É uma questão de prioridades. Ter a família por perto também ajuda muito.

A ideia de que a maternidade é um mundo apenas cor-de-rosa ainda não se desconstruiu por completo. O que pensa sobre isto?

Confesso que me senti enganada depois do parto. Nunca ninguém me disse abertamente o quão doloroso e transformador era. Sinto que há uma espécie de complô para não estragar o momento ou para não assustar a pré-mamã. Como se não pudéssemos ser incomodadas com coisas desagradáveis… e, depois, levamos com aquilo tudo ao mesmo tempo: o parto, as sequelas dele e um bebé para cuidar. Tudo assim, em 12h, mais coisa menos coisa. Mais para mais, do que para menos. A expressão «1 hora pequenina» é a maior fraude de sempre.

Existe uma grande pressão para que depois de darem à luz, as mães apresentem o corpo que tinham anteriormente. Sentiu isto na pele?

Isso não senti. Eu é que quis voltar à forma o mais rápido possível, numa tentativa de recuperar algo do que eu era. Mas mais uma vez, nada volta a ser como era e o meu corpo também não. Mas estou bem com isso. Estou um pouco diferente, mas bem. É só mais uma coisa nova, em toda esta vida nova.

Como fica a relação e o prazer sexual com o parceiro depois da maternidade? Volta a ser como era?

A relação amorosa fica para segundo plano. E o prazer, na lista de prioridades, fica muito lá para o fundo! Há tanta coisa para fazer, que essa é uma das últimas coisas em que pensamos. Às vezes pensamos, mas preferimos dormir. Outras vezes estamos quase a pôr em prática, mas o bebé chora. Fazer no quarto com o bebé lá, também fica meio estranho. Passamos a ser mais uma equipa focada em cuidar do bebé, do que em cuidar um do outro. Aliás, passámos a discutir muito mais sobre quem tem de fazer o quê, quem faz mais e quem faz menos, quem trabalha mais, quem dormiu menos… inevitavelmente, sobra sempre mais para a mãe, e essa também foi uma realidade para a qual não estava preparada. Sabia que seria eu a amamentar, claro, mas não sabia que quando o bebé chorasse só eu o ia ouvir. Pensei que o pai também mudasse um pouco a sua vida, era o mínimo, depois da reviravolta que a minha sofreu, mas a dele pouco mudou e senti-me algumas vezes sozinha. Não senti que houvesse o mesmo empenho das duas partes. É lindo ser mãe, mas não é de todo um mar de rosas. Ainda me estou a tentar adaptar a todas as mudanças, mas já ouvi dizer que agora vai ser sempre assim… Uma constante adaptação.

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