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Não queremos que este artigo seja, apenas, mais um dentro de muitos. Queremos que daqui leve dicas, sim, mas de forma generalista porque o que desejamos, de facto, é que entenda que mais não consegue fazer. Pode é fazer de forma diferente. É verdade. As estatísticas assim o dizem. E mais: afirma-se que não existem mães perfeitas. Existem, apenas, aquelas que se conseguem aproximar (fazer e ser) daquilo que, supostamente, é o melhor para os seus filhos. Por isso, parabéns! Já deu o primeiro passo, ou revelou a primeira pista em como tem tudo para ser boa mãe! Porque os primeiros sinais são estes: abrir-se à temática, a outras opiniões, tal como ler artigos como este.

Este multitrabalho de ser mulher, mãe, profissional e esposa/companheira é das acrobacias maiores que existem no mundo. Provavelmente não era suposto que ficássemos tão sobrecarregadas mas foi, e é, uma opção que, de momento, não conseguimos substituir. Porque, bem lá no fundo, até gostamos de fazer tudo isto. Porém, este dar conta de tudo é, muitas vezes, absolutamente impossível de se concretizar da forma como sonhávamos. Alguma coisa tem de ficar para trás. E o maior problema é que o que fica para trás, para a mãe que ama de verdade, é ela própria. Só que isso não devia ser assim tão meritório como às vezes parece, porque de saudável não tem nada. Como tal, saiba, segundo as últimas novidades vindas dos grandes estudiosos sobre a temática, o que deve, mesmo, começar a ter em conta para gerir melhor esta multitarefa tão grande. Algumas diretrizes são muito óbvias e já as conhece bem. Não obstante, servem para que recorde e comece a agir.

Antes de ser mãe, é um ser humano. Cuide de si. Estima-se que, mais ou menos, só depois dos dois anos de idade da criança a mãe volte a cuidar mais dela própria. Não pode ser! Tem de voltar a cuidar da sua parte física e mental o mais rapidamente possível para reduzir os riscos de depressão acentuada e/ou estados de ansiedade mais graves! É que, quer queira ou não queira, só conseguirá ser boa mãe se estiver bem.

Delegue tarefas e habitue-se a pedir ajuda. Muitas mães acham que só elas sabem fazer bem as tarefas. Não é verdade. Estudos indicam que, muitas vezes, o que acontece é que as outras pessoas não fazem igual à mãe ou demoram mais tempo. Aceite isso e delegue tarefas! Deixe de se julgar incapaz só porque está a solicitar auxilio! Está provado que a mãe que pede ajuda tem muito mais sucesso! (Como é de esperar). Só tem de pedir a ajuda certa, com calma e racionalidade, seja ao marido nas atividades domésticas, seja aos colegas no trabalho (leia o texto sobre o Burnout, neste site), etc.

Pare de se culpar! A mãe tende a culpar-se constantemente, ora porque não consegue chegar a todo o lado mas acha que devia conseguir, ora porque o filho está uma peste e errou decerto em algo, etc. Aconselha-se que deixe de perder tanta energia em culpabilizações e a canalize para possíveis soluções: “O que posso fazer para que, da próxima vez, corra melhor?” ou “Sozinha não consigo, é melhor falar com algum profissional competente para o efeito”, etc.

Diga “não” e explique porquê. A comunicação tem sido muito falada também neste tema. Deixe de ter receio de dizer “não”, tanto aos filhos, como ao marido ou à colega. Um “não” bem explicado, sem ser só porque sim e sem ser a gritar, tem ajudado imenso nos relacionamentos. Se explicar porque está a dizer que não, a maioria das vezes vai ser bem entendida, inclusive pelos seus filhos: “Se a mãe comprar esse jogo depois não vai ter dinheiro para comprar a comida. O que comerias ao jantar? O jogo? Não conseguirias, pois não? Entendes agora, filho?”.

Dedique 15 minutos por dia de atenção aos seus filhos. Está provado que, depois de um dia de escola, os filhos estão a precisar, imenso, da atenção dos pais por mais que o dia lhes tenha corrido bem. E, depois de algumas experiências nesse campo concluiu-se que, a primeira coisa que deve tentar fazer no primeiro encontro após escola, é pôr de lado o telemóvel, sacos de compras, conceção do jantar, etc., e dedicar-lhes 15 minutos da sua plena atenção. Sabe quando nós estamos a falar com alguém e sentimos perfeitamente que a outra pessoa está a pensar noutras coisas ao mesmo tempo e a sua atenção está só em metade ou um quarto sobre nós? É frustrante, não é? Pois. Tanto as crianças como os adolescentes sentem imenso quando tal acontece. Porém, também sentem o contrário! Portanto, se durante 15 minutos estiver ali de «corpo e alma», tentando saber, harmoniosamente, como foi o dia da criança, não menosprezando o que ela contar, ela vai ficar saciada e já não vai necessitar de fazer tantos disparates só para lhe chamar a atenção, nem de estar sempre a chamá-la.

O abraço é tão importante quanto a repreensão. Nem 8 nem 80. O carinho constrói na criança o mesmo que uma repreensão (ainda que sem dramatismos e no momento certo!), a sua autoestima, autoaceitação e traços específicos da sua personalidade.

Cumpra o que promete. De forma a cultivar sentimentos de segurança e de confiança na criança tente cumprir sempre o que diz. Quando não cumpre aquilo que diz, o seu filho, inconscientemente, tende a perder confiança em si e nele próprio.

Comece já a agir. Comece, de preferência, pelo ponto um deste artigo. E nada de desistir, porque você é, mesmo, uma deusa.


Vanda do Nascimento é terapeuta, formadora e instrutora de Mindfulness na Escola de Mindfulness Essencial, fundada por si em 2016. Começou, em 1997, a sua carreira como professora, ao licenciar-se em Educação. Nessa mesma data, também iniciou os seus estudos em Reiki, Meditação e Atenção Plena. Posteriormente, enveredou pelos caminhos da Psicologia e aprofundou, ainda mais, a temática do Mindfulness, de forma a continuar a sua luta no controlo do stress e da ansiedade.

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