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“Será que vou ser contagiada? Afinal, devo usar máscara ou não? Como vou conseguir andar de metro assim? Só de pensar que tenho de fazer aquele caminho todo de carro, outra vez, sinto-me tão mal! Não me estou a imaginar a trabalhar dentro daquelas quatro paredes com tanta gente à minha volta! Quero voltar mas estou nervosa. Ao mesmo tempo, parece que não tenho coragem de sair de casa…”.

É provável que se identifique com alguns dos pensamentos supracitados. É natural que haja, aí, dentro do seu coração, um misto de emoções! Um género de uma bola de alegria e ânsia, de motivação e medo. Uma mistura que talvez a iniba de saber, concretamente, se o que a assusta mais é a possibilidade de contágio ou o facto de ter de voltar a programar no seu cérebro o que é — com tudo o que isso implica — regressar ao trabalho presencial.

Se antes tivemos de lidar com a novidade do confinamento e do motivo que o originou, agora somos obrigados a lidar com o facto de que sair de casa para voltar à normalidade, de normal, pouco vai ter. Portanto, todo e qualquer receio que sinta neste momento é absolutamente pertinente.

Com tudo o que aconteceu, não só se desenvolveu algum receio de sociabilizar, por causa do contágio, mas também se mudou a zona de conforto. Ou melhor, ao fim de um mês e uns dias de quarentena, inconscientemente, criamos no nosso cérebro outro tipo de caminhos «seguros» que, obviamente, se encontram todos (ou quase todos) no local onde mais tempo temos passado: a nossa casa.

Portanto, aqui ficam algumas dicas de gestão emocional, para que este seu regresso à vida laboral e social não seja tão desconfortável.

Aceite o seu medo.

Mesmo que não saiba identificar qual o seu maior receio, nem explicar porque o sente, aceite que está «assim», sem se culpar. Lembre-se de que todos, sem exceção, estamos a sentir alguma ansiedade relativamente a este «regresso». Não está, de todo, sozinha, nem a sentir nada que mereça julgamento ou crítica. Canalize a sua energia para possíveis soluções e não para alimentar pensamentos derrotistas.

Ainda da parte da manhã, até nos transportes públicos com fones, ouça o nosso podcast Bom Dia, Novo Dia! – Momento de Relaxamento e Motivação Matinal” e inspire boas vibrações.

Tenha paciência consigo mesma.

Mudar o ritmo de vida, outra vez, de um dia para o outro, não é fácil para ninguém. Portanto, pare um pouco e tente perceber de quanto tempo (mais ou menos) vai necessitar, nesta fase, para fazer as atividades — fora de casa — que fazia antes da quarentena. Dê tempo a si mesma para a readaptação.

Fique sozinha durante uns minutos e faça 3 inspirações e expirações conscientes e profundas. Esse ato vai ajudar a que se centre outra vez e a que se sincronize com o seu Eu.

Mentalize-se de que tem, mesmo, de se focar num dia de cada vez, numa atividade de cada vez.

Na noite anterior ao dia de «amanhã», prepare o que precisa, para que possa acordar mais descansada. Tente não pensar muito em como “irá ser daqui a um mês ou um ano”. Esse pensamento vai criar muita ansiedade e não lhe vai dar a resposta que deseja. Poupe-se! Tente resolver um «problema» por dia. O artigo Multitarefas? Não, Obrigada! , que se encontra neste site, vai ajudar a que entenda, ainda melhor, o porquê deste conselho.

Desapegue-se da ideia de que tudo tem de ser como era e aceite o que está diferente. Lembre-se de que o «diferente» veio para proteger, ainda que também possa ter originado outro tipo de problemas. Por isso, por cada coisa negativa que pense, tente, de imediato, lembrar-se de uma positiva. Exemplo: “Não vou conseguir lidar com isto. Bom, talvez não seja verdade. Lembro-me de que daquela vez em que tive aquele problema, também acabei por resolvê-lo de outra forma”. Repare: há solução para quase tudo. Pode é não haver aquela que nós mais desejávamos. (Estaremos a ser demasiado caprichosas?) Se lhe apetecer, leia este artigo, aqui, na Frederica: Como Substituir Pensamentos Negativos Por Positivos.

Seja grata!

Por mais difícil que às vezes seja conseguirmos expressar gratidão quando tudo à nossa volta parece estar a colapsar, tente. Está provado que a prática da gratidão ajuda a acalmar a mente e o corpo, ao fazer com que o nosso organismo liberte mais oxitocina (hormona ligada ao prazer tranquilo). Tente pôr de parte tudo aquilo que acha que neste momento não tem e avalie o básico:

Hoje, acordou numa cama quentinha? Qual a probabilidade de isso voltar a acontecer outra vez? (Há quem tenha acordado na rua ou em casa de pessoas que deram acolhimento); Já comeu hoje? (Há muita gente que ainda não comeu hoje); Tem roupa quentinha para vestir? (Nem todos têm); Vai ter água para beber e tomar banho se lhe apetecer?

Dê, por favor, valor ao «pouco» que acha que tem, porque, se a resposta às perguntas supracitadas for “sim”, então isso significa que agora só precisa de ter saúde e força para continuar e recomeçar, ainda que seja do «zero».

Seja criativa!

Transforme o problema num obstáculo a ser contornado! Sente-se, com o máximo de tranquilidade possível, e escreva num papel o que gostaria de resolver e como acha que seria a forma ideal de o fazer. Depois, aceite que «assim não pode ser resolvido» e tente pensar noutra forma de o resolver. Lembre-se: ideias tolas são aquelas que nunca são postas à prova. “Não”, vai ouvir muitas vezes na vida. Se não arriscar nunca saberá a resposta, viverá sempre na incógnita daquilo que poderia ter acontecido.

Faça exercício físico e práticas de relaxamento!

Se já faz alguma atividade física, continue, ainda que a tenha de fazer noutro local e de outra forma. Esse período de tempo é indispensável para que se sinta melhor, a todos os níveis. A caminhada faz parte! As práticas de relaxamento como a meditação, o Yoga, o ChiKung, etc., são também uma mais-valia para o nosso organismo. No artigo Aprenda a Gerir o Stress e a Ansiedade do Dia a Dia, aqui, na Frederica, vai encontrar todas as outras dicas que, ainda que não sejam diretamente canalizadas para o regresso à «vida lá fora», são extremamente importantes para que não se deixe desanimar pelo seu próprio desânimo e continue a lutar por si, pela sua vida.

Seja FENIX e Renasça!

Se for o caso de ter de começar uma «nova vida», tente tranquilizar-se e canalize toda a sua energia para as infinitas possibilidades que aí se encontram. Claro que será difícil, mas ornamente esse desafio com o facto de que, já que vai começar de novo, pode começar por ser você mesma, pondo em prática tudo aquilo que até hoje, por medo, não fez.

Não está só. Estamos juntos em muitos aspetos. Cuide de si de todas estas formas, não esquecendo nunca as suas qualidades. Não deixe que o medo a impeça de «ir», de voltar a viver, mesmo com novas regras. E, vai ver que, mesmo que não corra como sonhou, vai correr tudo bem!


Vanda do Nascimento é terapeuta, formadora e instrutora de Mindfulness na Escola de Mindfulness Essencial, fundada por si em 2016. Começou, em 1997, a sua carreira como professora, ao licenciar-se em Educação. Nessa mesma data, também iniciou os seus estudos em Reiki, Meditação e Atenção Plena. Posteriormente, enveredou pelos caminhos da Psicologia e aprofundou, ainda mais, a temática do Mindfulness, de forma a continuar a sua luta no controlo do stress e da ansiedade.

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