Doenças Sexualmente Transmissíveis: Há Alguma DST Que o Preservativo Não Evite?

O uso do preservativo é uma das principais formas de prevenir as doenças sexualmente transmissíveis (DST) e ter relações íntimas mais seguras. Porém, muitas pessoas ainda têm dúvidas acerca do tipo de proteção que o preservativo oferece.

Será que ele protege o indivíduo de todas as DST? Será que há outras precauções que se deva tomar? E o que pode pôr em causa a eficácia do preservativo? Vamos ajudá-lo a esclarecer estas e outras dúvidas, falando-lhe sobre algumas das principais DST e sobre a pertinência do uso do preservativo, durante as relações sexuais.

Gonorreia

É uma das doenças sexualmente transmissíveis mais comum em todo mundo. É provocada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae e causa uma inflamação da uretra. Os seus principais sintomas são corrimento uretral com cheiro e/ou ardor ao urinar e/ou comichão.

Clamídia

Esta é uma das DST mais comuns na Europa, em jovens entre os 16 e os 25 anos. Na sua origem está uma bactéria, a Chlamydia trachomatis. Embora possa não dar sintomas muito evidentes, as consequências desta doença podem ser muito graves, tais como infertilidade, doença inflamatória pélvica ou infeção da próstata.

Sífilis

Conhecida há vários séculos, a sífilis é uma doença infeciosa que pode afetar vários órgãos e tecidos do corpo. É causada pela bactéria Treponema pallidum. A sua primeira manifestação é pela forma de uma úlcera dura e indolor que, normalmente, se localiza no colo uterino ou no sulco balanoprepucial (sobre o pénis).

Após algumas semanas, a infeção generaliza-se provocando febre, dores articulares, falta de apetite, suores abundantes e emagrecimento. Geralmente, a pele é o órgão mais afetado, ostentando erupções cutâneas muito características.

Hepatite B

O vírus da hepatite B (HBV) provoca uma doença aguda, embora muitas vezes o organismo elimine o vírus. Quando ele se mantém ativo, pode causar complicações graves no fígado, como cancro.

Alguns dos sintomas associados são debilidade, cansaço, febre, dor abdominal e/ou nas articulações, erupções na pele, urina mais escura e fezes mais claras.

VIH/SIDA

A Síndroma de Imunodeficiência Adquirida (SIDA) é provocada pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (VIH). Este vírus ataca o sistema imunitário, destrói as células defensoras do organismo, deixando-o mais sensível a outras doenças e infeções.

Na fase aguda da doença, alguns dos sintomas podem ser comuns aos de uma simples gripe, tais como febre, suores, dores de cabeça, nos músculos e nas articulações e aumento dos gânglios linfáticos.

Após este período, os doentes podem deixar de apresentar sintomas durante vários anos, embora o vírus continue a multiplicar-se no organismo. Numa fase final, começam a surgir sintomas indicativos da falência do sistema imunológico, tais como cansaço excessivo, perda de peso, suores noturnos, falta de apetite, diarreia.

Há alguma DST que o preservativo não evite?

A resposta a esta pergunta é: não. Não existe nenhuma DST que o preservativo não evite. Logo, ele previne TODAS as DST. Claro que a sua eficácia irá depender do estado do preservativo, se se encontra ou não dentro da validade, se está ou não intacto, se foi ou não bem colocado, etc.

Portanto, apesar de haver sempre margem para falharem, os preservativos reduzem substancialmente o risco individual de infeção. Os testes de laboratório comprovam que nenhuma DST consegue atravessar um preservativo de látex intacto.

Por exemplo, o preservativo é altamente eficaz na proteção contra a infeção por HIV, desde que usado corretamente em todo o tipo de relação sexual. É que importa lembrar que o preservativo deve ser usado não só nas relações vaginais, como também anais e orais.

Além da infeção por HIV, os estudos evidenciam que o uso regular do preservativo pode oferecer proteção contra outras DST, como gonorreia, sífilis e clamídia. O seu uso frequente pode mesmo ajudar a reduzir entre 60% a 80% o risco de infeção por clamídia e gonorreia.

O preservativo também oferece alguma proteção contra doenças como o herpes (HPV). Porém, neste caso como noutros, este método de proteção revela-se insuficiente, visto que a transmissão deste vírus não é exclusivamente feita por via sexual.

Se ainda tem dúvidas sobre esta ou outras questões de âmbito sexual ou ginecológico, marque uma consulta de clínica geral com todo o conforto e rapidez, através de doctorino.pt

Este artigo integra uma parceria com a empresa Doctorino e foi redigido pela redação da mesma.

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