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Alguma vez ouviu falar de flexitarianismo? Será este um assunto totalmente novo para si?Em boa verdade (espante-se) pode estar a levar a sua vida de acordo com este regime alimentar – mesmo sem estar consciencializada de tal facto. Confusa? Continue a ler.

Há já algum tempo que se têm vindo a tecer múltiplos comentários acerca da dieta flexitariana. Mas do que se trata, afinal? De uma forma resumida e simplificada, falamos de uma dieta baseada em produtos vegetais que permite o consumo de produtos animais, como carne ou peixe. No fundo, quem é flexitariano tem total liberdade para decidir quantas vezes opta por comer produtos animais, desde que a maioria da sua dieta seja baseada em produtos de origem vegetal.

O vegetarianismo, que se ramifica no ovolactovegetarianismo, no lactovegetarianismo, no ovovegetarianismo e, por fim, no veganismo (nível mais extremista), acaba também por integrar o flexitarianismo, que surgiu há praticamente dez anos, nos Estados Unidos. É como se pudéssemos qualificar esta dieta de «vegetarianismo flexível», onde podemos ser vegetarianas apenas em alguns dias da semana.

A verdade é que numa alimentação consideravelmente equilibrada conseguimos fazer o uso necessário de vegetais mas também o consumo proteico (que não precisa de ser apenas de origem animal). Quem decide seguir esta dieta fá-lo, por norma, por uma questão de bem-estar e de saúde, não tanto por questões ideológicas. Facto é que as organizações de saúde recomendam, a nível global, o aumento do consumo de vegetais e muitas delas também promovem a redução do consumo de carne e o aumento da ingestão de proteínas vegetais. Isto porque uma dieta flexitariana deve estar repleta de vegetais variados, pois estes contêm diferentes tipos e quantidades de vitaminas e de minerais, proporcionando também fibras e outros nutrientes.

As principais fontes de proteína de origem vegetal incluem leguminosas, feijão, tofu, soja, frutos secos e ervilhas. Todos estes elementos representam irrefutáveis benefícios para a nossa saúde e sustentabilidade, não sendo apenas fontes de proteína, mas também fornecendo fibras, vitaminas e minerais. Na Europa, por exemplo, a ingestão de fibras tende a ser muito baixa, mas através de uma dieta flexitariana repleta de alimentos como o feijão, as leguminosas e os frutos secos atinge-se muito mais facilmente a quantidade recomendada de fibras no organismo.

O flexitarianismo padrão, baseado em vegetais, pode incluir diariamente:

Um pequeno-almoço de papa de cereais, bagas e sementes ou torradas de pão integral com manteiga de amendoim e uma porção de fruta ou uma tigela de cereais integrais enriquecidos com leite e polvilhados com frutos secos;

Um almoço de sopa caseira de vegetais e lentilhas, com cenouras, espinafres, batata e lentilhas, acompanhada de pão integral, ou de um wrap recheado com húmus, falafel e salada de vegetais diversos;

Um jantar de cassoulet de feijão e tubérculos com arroz integral, ou um salteado de tofu e frutos secos repleto de vegetais coloridos com noodles.

Importa termos a certeza de que ingerimos a quantidade suficiente de proteínas de boa qualidade para que nos possamos manter saudáveis, já que estas são essenciais para a manutenção e reparação do nosso corpo. Porém, as proteínas de origem vegetal tendem a ser como que incompletas. Quer isto dizer que estas não contêm todos os aminoácidos cujo consumo é essencial na nossa dieta. Portanto, precisamos de assegurar a inclusão de diversas fontes de proteína para colocar em prática a combinação de diversas proteínas.

A dieta flexitariana veio para abarcar uma classe diferente de pessoas que nem sempre consumiram proteína animal mas que acabam por consumi-la por vezes. É dessa classe que surge este termo. A verdade é que este acaba por ser um processo natural por parte dos vegetarianos , pois numa primeira fase, em que pretendem deixar de consumir carne, vão começando aos poucos, abandonando primeiro a carne vermelha, depois o frango, etc. Desta feita, e com o tempo, conseguem estar dias sem consumir carne ou peixe, adaptando-se mais e mais a este novo estilo de vida. Estamos perante um processo que para ser saudável, deve ser gradual.

O flexitarianismo acaba por combinar com todas aquelas que têm alguma dificuldade em aderir a 100% ao vegetarianismo, devido à rotina de trabalho ou até mesmo por questões familiares. O facto de as restrições diminuírem quando nos inserimos neste processo fez com que começassem a surgir cada vez mais adeptas do conceito. Porém, apesar de todas as vantagens que apresenta, esta não é ainda considerada uma classe oficial de vegetarianismo.

É importante clarificar que, sempre que fazemos uma transição alimentar, devemos fazê-lo acompanhadas por um profissional, sabendo escolher os alimentos certos. O que vai importar realmente é que saibamos substituir a proteína vegetal de forma correta e em quantidades maiores para atingir a necessidade proteica diária ideal para o nosso organismo.

Descubra o que gosta de acordo com o seu propósito de vida, sempre com a ajuda de quem sabe. Tudo tem de estar em perfeito equilíbrio com a nossa necessidade, para que dessa forma consigamos tomar as melhores decisões tendo em conta o nosso estilo de vida, de uma forma menos presa e mais tranquila.

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