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A Ciência Por Trás do Orgasmo Durante o Parto

Parto orgásmico. Não, não nos enganámos a escrever. É exatamente aquilo que está a pensar: ter um ou mais orgasmos durante o parto. Não é muito comum, mas pode acontecer. Este fenómeno – no qual o trabalho de parto e o parto em si são prazerosos – é um tópico controverso. Algumas mulheres podem ter um orgasmo de forma espontânea durante este processo. No entanto, dar à luz e ter prazer em contexto hospitalar e sem privacidade é um fator verdadeiramente inibidor (será mesmo?).

É realmente possível ter um orgasmo durante o parto?

De acordo com os especialistas, a conexão entre o parto e o prazer sexual pode ser maior do que pensamos. E, apesar de não ser muito comum, o orgasmo pode acontecer durante o parto. Pessoas que o experimentaram juram que é real.

Elizabeth Davis, autora da obra Orgasmic Birth: Your Guide to a Safe, Satisfying and Pleasurable Birth Experience, afirma que a sensação de prazer que se tem aquando do momento em que se dá à luz não tem de ser, necessariamente, um orgasmo, mas consiste em “sensações de êxtase e de libertação ligadas ao próprio corpo e ao bebé”.

Em 2009, Debra Pascali-Bonaro dirigiu o documentário Orgasmic Birth: The Best-Kept Secret, com o objetivo de dissipar os mitos sobre o parto orgásmico e partilhar informações acerca dele. No seu trabalho, a realizadora percebeu que as mulheres podiam experimentar todos os tipos de prazer durante o trabalho de parto, mesmo que não fosse um orgasmo total no sentido tradicional. Nas suas palavras, é muito mais comum as pessoas ficarem “à vontade para falar sobre dor, mas não sobre a transformação e os aspetos positivos do parto”.

Sob a alçada desta perspetiva, o prazer pode ser a chave para tornar um processo que, à partida, seria doloroso e complicado, em algo agradável. Para tal, é necessário ter um tipo de ambiente onde seja possível desfrutar de uma experiência sexual confortável. É importante que o local onde se dará à luz tenha privacidade e permita que a grávida se sinta segura entre as pessoas presentes. Se isso inclui ou não um ambiente hospitalar, dependerá em grande parte do tipo de hospital, bem como do nível de conforto e do sistema de apoio médico.  

A ciência de um parto orgásmico

Quer o prazer durante o nascimento do bebé esteja ou não em cima da mesa, a ciência envolvida traz boas notícias para as mulheres em trabalho de parto. Especialistas descobriram que a estimulação sexual e o orgasmo reduzem a sensibilidade à dor. Portanto, fisiologicamente, é possível ter um parto prazeroso.

A oxitocina – «hormona do amor», libertada durante o sexo e o orgasmo – desempenha um papel fundamental no trabalho de parto e no processo de entrega, ajudando os músculos uterinos a fazerem movimentos ondulatórios para ajudar a empurrar o bebé para fora. 

É possível que o orgasmo ocorra em qualquer momento do trabalho de parto, mas é mais provável que aconteça nos momentos que o antecedem. Conforme a cabeça do bebé desce e aplica pressão no canal vaginal em preparação para o parto, as sensações de dor (e de prazer) podem começar a intensificar-se – e é aí que se libertam grandes quantidades de oxitocina, algo que pode ser muito semelhante à sensação de um orgasmo.

O que fazer para ter um orgasmo durante o parto?

Acreditar que o orgasmo é possível é o ponto de partida para permitir que este aconteça. Ficar recetiva ao prazer num momento em que se espera que se experimente o oposto, pode ajudar.

Comunique o seu desejo à equipa de apoio antes do parto, para que esta possa criar um ambiente favorável ao orgasmo, quer dê à luz em casa ou num hospital.

Os orgasmos intencionais durante o trabalho de parto (induzidos através da masturbação) podem, não só, ajudar a controlar a dor, mas também aumentar a probabilidade de ter um parto orgásmico.

Sexual ou não, o toque importa

Se não está pronta para se comprometer a tentar chegar ao clímax na sala de parto, uma massagem pode ser a forma ideal de controlar a dor durante este momento. O toque transmite segurança e compreensão. Peça ao seu parceiro para lhe segurar na mão ou fazer movimentos leves na bochecha para a ajudar a acalmar.

O verdadeiro momento de prazer

É difícil pensar em possíveis desvantagens ao usar o prazer para controlar a dor durante o parto. No entanto, se este objetivo não for alcançado, é importante não se culpabilizar por isso. Ter pressão para sentir um orgasmo só irá complicar todo o processo. No final, o que importa é que irá conhecer o seu filho – e esse é o momento mais prazeroso de todos.

Fonte: Parents.com

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