Quando a Mãe Também é Pai

Com a evolução da sociedade e dos laços familiares, as famílias monoparentais têm vindo a aumentar. Seja por falecimento do pai, por relações complicadas que não funcionaram ou até mesmo por opção, por vezes, a mãe também tem de ser pai.

Todas as mães são guerreiras, com todos os seus defeitos e qualidades, e todas serão as melhores do mundo para os seus filhos, disso nunca tenha dúvidas. O papel dos pais é fundamental para o nosso desenvolvimento enquanto seres humanos, mas há casos em que, seja por que motivo for, o pai se ausenta da vida do filho. É nessa altura que a mãe se torna num super-herói e assume dois papéis: o de pai e o de mãe.

Ser duas pessoas num só corpo é uma batalha, principalmente quando há mais do que um filho para educar e acompanhar. É ter de estar atenta a todos os pormenores, estar lá sempre, limpar lágrimas, dar abraços, fazer o papel de polícia quando as coisas correm menos bem. Isto tudo enquanto se é mulher, enquanto se tem um emprego (ou dois) e enquanto se tem um lar para gerir.

Uma mãe que também é pai tem de arranjar forças para dar amor em dobro. Por vezes, o medo, a solidão, as inseguranças e as dúvidas surgem e tomam conta destas mães, o que é perfeitamente normal. Mesmo que se sinta sozinha, nunca se esqueça de que os seus filhos vão crescer e vão sentir um orgulho enorme em si. Só quem passa por estas batalhas é que sabe o que custa.

Nunca hesite em pedir ajuda quando vir que está completamente de rastos e que não aguenta mais. Procurar ajuda psicológica não é uma vergonha, mas sim um ato de coragem. Ninguém é feito de ferro e o facto de ter tudo em cima dos seus ombros vai trazer-lhe muita pressão. Um psicólogo irá ouvir os seus desabafos, os seus medos, as suas inseguranças, sem nunca a julgar por nada. Não existem mães perfeitas, logo, se errar, faz parte. Não é por ralhar com o seu filho ou não lhe conseguir comprar o brinquedo que ele pediu que vai ser uma má mãe. Vai sim ensiná-lo que a vida também traz negações e que temos de aprender a lidar com elas.

Para os casos em que as mulheres são mãe e pai por escolha, uma vez que existem mulheres que querem ter filhos e que, por isso, adotam ou enveredam pela inseminação artificial, também é necessário algum apoio: seja por parte de familiares, de amigos ou de profissionais de saúde. Lembre-se de que não está sozinha e que todos os dias maus acabam. Mesmo que tenha sido uma opção sua, a batalha é igual à de quem não teve alternativa. Nunca permita que lhe apontem o dedo por isso.

Seja por opção ou por forças do destino, uma mãe que desempenha dois papéis será sempre uma força da natureza. Vai haver dias complicados, vai haver dias em que vai cair na cama e desatar a chorar, assim como também vão chegar os dias em que todo o esforço vai ter uma recompensa. O seu filho ou a sua filha, quando crescer, vai agradecer-lhe por tudo o que fez por ele(a). Não espere um agradecimento ou algum reconhecimento enquanto os seus filhos são pequenos, pois há crianças que não são tão sensíveis a estes assuntos quanto outras. Mas quando forem adultos, vai ver que um dia ainda lhe vão dizer «Obrigado, mãe».

Não se culpe, não se deixe ir abaixo e lute sempre por si e pelos seus filhos. A luta é difícil e o caminho longo, mas acredite que tem em si toda a força do mundo e que de todas as vezes que cair vai levantar-se ainda mais forte.

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