Lubrificante: De Onde Surgiu e Qual a Sua Importância?

Lubrificante. O seu aparecimento foi, provavelmente, uma das invenções mais louvadas em assuntos de intimidade. Hoje, existem várias variantes deste produto salvador, apresentando ingredientes testados em laboratório, capazes de agradar os gostos mais peculiares e com promessas de uma lubrificação duradoura. Porém, terão sido os lubrificantes algo que correspondesse a tudo isto? Em boa verdade, não.

Foi no início do século XX que o lubrificante moderno surgiu. Antes disso, os nossos ancestrais estavam muito longe de recorrer à infinita gama de produtos comerciais que encontramos, hoje, ao nosso dispor. Eles recorriam, antes, às ofertas mais puras da Natureza, aproveitando substâncias derivadas de sementes, de frutas ou até de folhas. Relata-se que, ao longo de milhares de anos, os nossos antepassados faziam valer-se de algas marinhas e de azeite para se lubrificarem. Surpreendida? Então, já pode agradecer (muito!) o facto de existirem tantas soluções atuais para algo que é tão normal e importante.

Na lógica do sexo, independentemente daquilo de que se gosta, ou não, existe uma premissa transversal: quanto mais lubrificação, melhor. Algumas mulheres sofrem de secura vaginal, mas o uso desta substância mágica pode beneficiar também outras questões. As vantagens são simples: menos atrito e mais suavidade.

De acordo com um estudo da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, 70% das cerca de 2500 mulheres pesquisadas afirmaram que o lubrificante tornava o sexo muito mais agradável. Nas relações heterossexuais, é importante que se desmistifique a ideia de que, se uma mulher não apresenta fluidos suficientes, tal se deverá à ausência de excitação perante o homem. É recomendado que se olhe para o lubrificante como um facilitador de um processo que, por vezes, não acontece de um modo tão «molhado» quanto o esperado.

Que tipos de lubrificante existem à venda no mercado?

Existem lubrificantes à base de água, de silicone ou de óleo. Depois, existem versões que apresentam uma combinação destes ingredientes (os híbridos), que costumam deter água e silicone.

No caso dos lubrificantes à base de água, o tema central é a versatilidade. Isto porque estes podem ser usados em quase todos os géneros de atividade sexual, sendo também seguros para uso com preservativos.

Um dos tipos de lubrificante mais populares é aquele que detém uma composição que respeita e equilibra o pH da vagina, ao mesmo tempo em que reduz o atrito, sem manchar os lençóis e sendo de fácil adaptação para a pele. Os que são à base de água são, efetivamente, os mais comuns, podendo, ou não, conter glicerina. Os que não contêm são os mais indicados para a saúde vaginal e são os que têm uma vida útil mais longa.

Em casos de peles muito sensíveis, fará mais sentido recorrer a um lubrificante à base de silicone, uma vez que este é hipoalergénico. Se o objetivo for experienciar uma relação sexual mais longa, esta variante pode ser a mais indicada, pelo facto de apresentar uma maior durabilidade na pele, necessitando de ser reaplicado com uma frequência menor. O lado menos positivo do silicone encontra-se no facto de este ingrediente poder negligenciar alguns brinquedos sexuais, também eles feitos à base deste material, ao mesmo tempo em que os transforma em algo muito menos higiénico. Outra vantagem? Pode ser usado com preservativo.

Por seu turno, os lubrificantes à base de óleo são ideais para quem não pretende preocupar-se com as aplicações constantes. Funcionam bem em momentos de massagem e podem ser o ingrediente especial que faltava nesse momento. Porém, este tipo de lubrificante não deve ser usado com preservativos de látex, pois podem aumentar a probabilidade de que este se rasgue – como de resto todos os óleos aumentam. Outro problema associado ao óleo compadece-se com a existência de uma maior possibilidade de serem contraídas algumas infeções vaginais, bem como o facto de este manchar roupas e lençóis, criando nódoas difíceis de eliminar.

Recentemente, surgiram também os lubrificantes naturais que, como o próprio nome indica, possuem ingredientes de origem natural, sendo perfeitos para quem se preocupa com os ingredientes que coloca em contacto com aquela que é uma das zonas mais sensíveis de todo o nosso corpo. Geralmente, estes produtos não apresentam nem cheiro, nem sabor.

Existe uma forma certa de lubrificação?

Não existe um modo considerado «o correto» para usar o lubrificante. Mas sabe-se que se o corpo ainda não recebeu a mensagem de que é a hora indicada para se começar a lubrificar, esse é o momento em que se deve avançar para a aplicação deste produto. Mesmo que exista lubrificação natural suficiente, podemos fazer uso desta ajuda extra, onde precisarmos e na quantidade que desejarmos. Recomenda-se que se aumente a temperatura da substância com as nossas mãos, para que este não esteja demasiado frio quando aplicado nas zonas íntimas.

Por norma, os lubrificantes sem parabenos, sem glicerina ou petróleo minimizam o risco de infeções, algo que faz destes uma escolha ainda mais inteligente.

Ainda que, quando excitada sexualmente a mulher apresente uma lubrificação natural, a verdade é que esta nem sempre acontece. Uma relação sexual onde não exista o lubrificante pode ser dolorosa e pode danificar o revestimento vaginal, daí ser muito importante tentar contrariar fatores hormonais, ou outros, que impeçam uma lubrificação adequada. A utilização de um produto adequado às suas necessidades irá beneficiar toda a relação, aumentando a excitação, o prazer, mantendo a pele vaginal mais macia e reduzindo o atrito no momento da penetração.

O primeiro passo é tentar entender que tipo de lubrificante fará mais sentido para si, percebendo também qual a melhor forma de o aproveitar ao máximo. Há lubrificantes que estão projetados, especificamente, para melhorar a excitação sexual. Esses, são os mais indicados para experimentar algo diferente com o parceiro ou parceira.

Para facilitar todo este processo, ainda que não exista uma fórmula fixa para se lubrificar, existem alguns gestos simples que poderá considerar, nomeadamente:

Usar o lubrificante nas preliminares;

Colocar uma toalha para evitar manchar a roupa de cama;

Aplicar lubrificante imediatamente antes da penetração;

Reaplicar sempre que necessário.

Nem todos os lubrificantes vaginais têm as mesmas características.

Todas somos diferentes e, precisamente por isso, todas apresentamos necessidades e reações distintas. Lubrificantes com a função de «aquecer» podem não ser os mais indicados, uma vez que podem secar rapidamente a pele, graças à presença da glicerina. Nos casos em que a lubrificação vaginal não é suficiente, fará sentido apostar num lubrificante à base de silicone, para prolongar o momento.

Se sofre, frequentemente, de infeções fúngicas, há uma regra obrigatória: evitar lubrificantes que detenham glicerina na sua composição e evitar aromas ou fragrâncias que, muitas vezes causam irritações.

Por outro lado, se está a tentar engravidar, tenha a certeza de que escolhe um produto «amigo» dos espermatozoides.

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