Estes São os Principais Benefícios dos Alimentos Picantes

Existem poucas coisas no mundo da alimentação capazes de despertar opiniões mais divergentes do que ementas que detenham como estrelas centrais o picante, que por deter um sabor tão peculiar mantém muitas de nós à distância.

Muito embora sentir o poder das labaredas nas papilas gustativas não seja algo que agrade qualquer uma de nós, a verdade é que adicionar temperos picantes aos nossos pratos pode trazer para a nossa saúde benefícios incontornáveis – com moderação, claro está.

Segundo a nutricionista Catarina Sofia Correia, muitas de nós evitam o consumo de alimentos condimentados com especiarias mais fortes e picantes, principalmente por dois motivos: primeiro, “por não gostarem do sabor”; segundo, “por acreditarem que precisam de excluir completamente este tipo de especiarias da dieta para se manterem saudáveis”. Ainda assim, o consumo moderado de alimentos como o açafrão, a canela, o alho, o gengibre e a pimenta tem, aparentemente, apresentado resultados positivos na nossa saúde. Ressaltamos, abaixo, as vantagens de apimentar a sua vida:

Promove o bem-estar.

Respondendo à capsaicina (componente ativo das pimentas chili), o nosso sistema nervoso central desencadeia a libertação de endorfinas, como a serotonina, que promovem uma sensação de prazer. Sentimentos de depressão e de stress acabam também por ser reduzidos.

Pode aumentar a nossa expetativa de vida.

Aparentemente, existe uma correlação entre a ingestão de especiarias picantes e uma vida longa. Um estudo chinês constatou que o consumo moderado de produtos alimentícios com pimenta, ingerindo alimentos condimentados de três a sete vezes por semana, diminuía o risco de morte em 14%, quando comparado ao grupo de outros temperos. Passaria, assim, a existir um menor risco de morte por doenças cardíacas e pulmonares ou até mesmo cancro.

Ajuda-nos a respirar melhor.

Na medicina tradicional indiana, a curcuma tem sido utilizada para fins medicinais, tratando problemas respiratórios. Estudos médicos ocidentais mostram que o seu pigmento amarelo protege os pulmões de substâncias nocivas presentes no ar (tabaco, poeira, vírus, etc.). Tal facto previne doenças como a asma, a laringite, a bronquite e outras doenças pulmonares.

Facilita o combate à inflamação e tem ação antibacteriana.

A curcumina, uma substância presente na curcuma, usada como tempero culinário, reduz a inflamação do organismo. Do mesmo modo, de acordo com a medicina ayurvédica, as propriedades anti-inflamatórias do gengibre e do alho melhoram, significativamente os sintomas de diversas doenças autoimunes, dores de cabeça e náuseas. Ademais, o cominho e a curcuma detêm ainda poderosas propriedades antioxidantes e antibacterianas, sendo o seu consumo muito útil para combater bactérias nocivas para o organismo.

Acelera o nosso metabolismo.

São vários os estudos que sugerem que certas especiarias (a canela, o açafrão, o cominho, a pimenta e o pimentão) podem aumentar a taxa metabólica de repouso e diminuir o nosso apetite, reduzindo, consequentemente, oportunidades de aumento de peso. No entanto, é importante sublinhar que um único alimento, per si, não é solução para uma significativa perda de calorias. Se esse for o seu objetivo, deverá combinar o consumo deste tipo de alimentos com um regime alimentar saudável e um estilo de vida ativo, sem sedentarismo.

Combate as células cancerígenas.

A capsaicina retarda e destrói as células cancerígenas. Usar especiarias tailandesas em grelhados, por exemplo, pode mesmo reduzir as toxinas associadas a vários tipos de cancro. Esta redução deve-se às propriedades antioxidantes destas especiarias, que bloqueiam a formação dessas substâncias nocivas. Segundo a nutricionista Catarina Correia, essa substância, conhecida por dar o sabor quente e picante às pimentas, demonstrou, em várias pesquisas, possuir propriedades anticancerígenas, retardando e destruindo as células danificadas.

Ainda que sejam muitas as benesses deste tipo de ingredientes, o seu consumo deve ser moderado, uma vez que para pessoas mais sensíveis a sabores fortes, ou que possuam alguma patologia no trato gastrointestinal, estão sujeitas a sentir, a curto prazo, algum desconforto (dor de estômago, diarreia ou vómitos). Por esse motivo, caso não esteja habituada a consumir alimentos picantes ou muito condimentados, é importante que aumente o seu consumo de forma gradual, a fim de poder minimizar o aparecimento deste tipo de sintomas.

É crucial tentarmos enriquecer nutricionalmente as nossas refeições, temperando os alimentos com as especiarias de que mais gostamos e com as quais mais nos identificamos. Dessa forma, ser-nos-á muito mais fácil reduzir não só a quantidade de açúcar, mas também a quantidade de sal na nossa dieta. Se o fizermos, estaremos também a reduzir o risco de aparecimento de múltiplas doenças cardiovasculares e de obesidade.

Diminui a pressão arterial.

Muitos pimentões são ricos em vitaminas A e C, algo que ajuda a fortalecer as paredes do músculo cardíaco. Além disso, o calor com que ficamos ao comer pimentas aumenta o fluxo sanguíneo em todo o corpo, ajudando a diminuir a pressão arterial e a manter o sistema cardiovascular forte.

De acordo com a nutricionista supracitada, a nossa saúde cardiovascular pode, assim, passar por melhorias, através da diminuição de sal efetuada na dieta, algo que se associa a uma menor incidência de mortes causadas por doenças cardiovasculares. Além disso, alguns estudos sugerem ainda que as especiarias podem reduzir os níveis de colesterol «mau» (LDL) no nosso organismo, quando usadas com moderação.

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