Vamos assumir este facto: muitas de nós dependem de uma chávena de café para conseguir enfrentar uma longa manhã e até mesmo um dia interminável de trabalho. É como se existissem dois tipos de pessoa: as que não gostam do sabor da cafeína e as que acreditam veemente que o seu dia só começa depois de beberem uma boa dose desta.

Na verdade, a cafeína faz muito mais do que simplesmente manter-nos acordadas, pois esta constitui um estimulante do sistema nervoso central que afeta o nosso organismo de variadas formas.

Desta feita, talvez seja importante conhecermos os sintomas que advêm das quantidades de cafeína que colocamos diariamente no nosso corpo, bem como dos efeitos a longo prazo que aí têm origem e que nos farão pensar melhor antes de passarmos para o quinto café do dia.

A verdade é que este ingrediente acaba por impactar quase sempre a nossa disposição. Em poucas quantidades, este pode tornar-nos mais enérgicas, mas na realidade, e com o tempo, quantidades elevadas de cafeína podem perturbar o nosso bem-estar. Nos casos em que consumimos a mesma quantidade de cafeína por dia, vamos acabando por desenvolver uma espécie de tolerância a esta substância. A nossa massa corporal, bem como a nossa idade determinam também esta nossa resistência.

No que ao nosso sistema nervoso central diz respeito, o café atua como um verdadeiro estimulante. Ao chegar ao nosso cérebro, sentimo-nos automaticamente mais acordadas e menos cansadas. Em quantidades reduzidas, este pode mesmo controlar a nossa sonolência e tratar algumas dores de cabeça. As consequências nocivas começam apenas a dar-se quando acontece o excesso de ingestão (algo que denotamos também com a esmagadora maioria dos alimentos, cujo consumo em demasia desencadeia também efeitos colaterais). Voltando às dores de cabeça e enxaquecas, o facto é que a cafeína em demasia pode acabar por agravá-las, ao invés de as travar, como acontece quando a ingerimos em menores porções.

Se no nosso dia a dia formos adeptas do café de uma forma assídua e se de repente o colocarmos de lado e deixarmos de o consumir, começaremos a dar conta de sintomas como ansiedade, irritabilidade e sonolência. Ademais, a cafeína aumenta a quantidade de ácido presente no nosso estômago, podendo causar-nos azia e algum desconforto.

Em suma, o melhor mesmo será optar por beber café de um modo mais controlado, sem que se exceda aquilo que é considerado normal e aceitável. O mais seguro é considerar tomar apenas um ou dois cafés por dia, por forma a que possamos desfruir do mesmo de um modo agradável e promover a nossa saúde.

Ainda assim, muitos especialistas afirmam que o hábito de beber café pode ser benéfico. Abaixo, fique a conhecer o lado bom do vício:

É produtor de felicidade.

Um estudo realizado pela Universidade de Saúde Pública de Harvard, em Boston, nos EUA, defende que quem bebe café revela uma menor tendência para desenvolver estados depressivos. Se nos últimos meses tem tentado deixar o vício de beber café após as refeições, a sua missão acabou. Com moderação, pode continuar a desfrutar deste pequeno prazer aparentemente saudável.

Ajuda nas ressacas.

Quando combinado com um anti-inflamatório, como o ibuprofeno, a cafeína ajuda-nos a eliminar um determinado tipo de acetato químico que o álcool produz no organismo e que provoca as típicas dores de cabeça de uma ressaca. Da próxima vez que acordar assim, depois de uma saída entre amigas completamente inesquecível, beba café e tome ibuprofeno para que sinta um alívio quase instantâneo.

Aumenta a produtividade.

A cafeína estimula o sistema nervoso, que – em contrapartida – aumenta a agilidade mental e ajuda a nossa concentração nas duas horas seguintes, após a sua ingestão. Por isso, fica a dica. Sempre que precisar de uma boa dose extra de concentração ou mesmo de aumentar o nível de produtividade, beba café.

Adeus, calorias.

Beber café antes de praticar exercício físico vai aumentar todos os nossos níveis de energia. Por isso, teremos ainda uma maior resistência. Beber mais do que uma dose não é aconselhável, pois a cafeína possui um efeito muito desidratante (não esquecer de beber muita água).

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