Glúten. Devemos Eliminá-lo da Nossa Dieta?

Esta época fala-nos sobre presentes, sobre luzes imponentes, sobre chocolate quente e boa vontade (até na hora de controlarmos a nossa gula). Mas como conseguir resistir aos nossos sabores festivos favoritos que contêm glúten na sua composição? É possível controlar os excessos e evitar alimentos que toda a família tradicionalmente devora nos festejos de Ano Novo? Essa decisão é, decididamente, mais saudável?

De acordo com a nutricionista Catarina Sofia Correia, as dietas isentas de glúten destinam-se essencialmente às pessoas diagnosticadas com a doença celíaca, causada pela permanente sensibilidade ao glúten. Assim sendo, fazer uma dieta sem a presença desta substância pode, definitivamente, ser um desafio, mas existem várias alternativas, tais como a quinoa, o grão de bico, a farinha de coco, a farinha de amêndoas, o arroz, a tapioca, o milho, as batatas, entre outras opções.   

Nesta linha de pensamento, surge uma dúvida comum a uma grande parte dos consumidores: será que uma alimentação livre de glúten é, automaticamente, mais saudável? Facto é que o aumento nas vendas de produtos isentos desta componente, especialmente nas grandes cadeias de distribuição alimentar, transformam este tipo de dieta numa espécie de moda.

Quando não existe uma razão médica pautada por uma intolerância, é necessário, de acordo com Catarina, relembrar que:

  • A maioria das alternativas ao glúten possuem um preço consideravelmente mais elevado;
  • Esta restrição aumenta o risco de deficiências nutricionais;
  • A ausência de glúten não torna determinada refeição necessariamente mais saudável, uma vez que muitos dos produtos e alimentos aí utilizados têm adição de açúcar e são ricos em gordura saturada, em colesterol ou em sódio;
  • Uma dieta deste calibre pode ter um impacto social e psicológico negativo. Isto porque será necessário dispensar mais tempo, dinheiro e energia a preparar os alimentos e as refeições.

Segundo a nutricionista, “uma dieta isenta de glúten é interessante para quem possui algum tipo de manifestação de desconforto gastrointestinal e para quem necessita de fazer esta mudança na alimentação de forma terapêutica”, mas em casos onde esta situação não se verifica, abdicar deste elemento pode ser prejudicial para a nossa saúde. Não faça mudanças radicais sem consultar, numa primeira fase, o seu médico. Desfrute da época natalícia com consciência (e não se atire de cabeça a todos os doces da sua mesa de Natal!).

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