Está Grávida? Fique a Par dos Cuidados a Ter Com a Sua Dieta

Sabia que uma dieta inadequada durante a nutrição pode afetar o desenvolvimento cognitivo da criança? De acordo com a nutricionista Sofia Oliveira Pinto, existe uma maior probabilidade de os bebés terem doenças crónicas não transmissíveis, como a obesidade, hipertensão, doenças cardiovasculares, diabetes e cancro, nos casos em que a futura mamã não tem os cuidados recomendados com a sua alimentação.

A gravidez é um período de grande felicidade para os pais. No entanto, é reconhecido que uma dieta saudável desempenha um papel importante durante a gestação, uma vez que evita complicações durante a gravidez, no parto e mesmo no pós-parto, afetando tanto a mãe como o bebé.

Uma das principais mudanças verificadas no organismo da mulher é o aumento de peso. Este último, na gravidez, deve ser lento e progressivo. É importante que seja atingido todos os meses o peso recomendado, pois quilos a menos podem ser sinal de um atraso no crescimento intrauterino do feto e de um risco maior de mortalidade perinatal.  Já o peso a mais poder-se-à traduzir em problemas de obesidade para o bebé, tendo a capacidade de provocar problemas no parto.

As necessidades energéticas e nutricionais de uma grávida modificam-se ao longo da gestação. Ainda assim, segundo a médica nutricionista Sofia Oliveira Pinto, estes são alguns nutrientes essenciais para toda a gravidez:

  1. Vitamina D.

Esta vitamina é necessária para a mineralização, crescimento e remodelação normal dos ossos, aumentando, assim, a absorção de cálcio. Este nutriente é essencial para o tratamento de certas doenças ósseas. Mediante um um défice da quantidade de vitamina D no organismo da grávida, também existe a possibilidade de o filho desenvolver doenças asmatiformes, cáries dentárias e pré-eclampsia. Se está grávida, aposte no peixe gordo, no óleo de fígado de peixe, na gema de ovo e nos cogumelos irradiados com UVB.

  1. Ácido fólico.

É uma vitamina importante nos primeiros meses de gravidez para prevenir malformações congénitas, como a anencefalia, a espinha bífida e o encefalocelo. Os principais alimentos ricos em ácido fólico são os cereais integrais, as leguminosas e hortícolas, como, por exemplo, os espargos, couve-de-bruxelas, beterraba e couve lombarda.

  1. Ferro.

É um mineral essencial para o desenvolvimento do sistema nervoso do feto e para a formação de hemoglobina (proteína existente nos glóbulos vermelhos). Falta de ferro pode ser um dos défices mais graves para a saúde da mãe e do bebé, visto que aumenta o risco de aborto, parto prematuro, mortalidade perinatal, e até pode provocar lesões irreversíveis no sistema nervoso central. Se tem défice deste mineral, comece a apostar numa dieta rica em bivalves, carnes vermelhas e de aves, gema de ovo, leguminosas e frutos secos.

  1. Iodo.

Tem um papel fundamental no crescimento e desenvolvimento dos órgãos, principalmente do cérebro. Durante a gravidez, existe maior necessidade de produzir este nutriente— é essencial para o desenvolvimento neurológico do bebé e para evitar abortos espontâneos e partos prematuros. As principais  fontes de iodo são o peixe, os crustáceos, as algas e o sal iodado.

  1. Ácidos gordos essenciais.

Nozes, sementes, óleos de linhaça, chia, soja e peixes gordos são alguns dos ingredientes que pode usar nas suas refeições para aumentar o número de ácidos gordos essenciais que tem no seu organismo. Estes apresentam a importante função de neurodesenvolvimento e crescimento do feto e do seu cérebro durante a gravidez.

Se não conseguir fazer uma dieta rica nestes nutrientes mencionados acima, recorra ao seu médica, para que este lhe receite os suplementos alimentares mais indicados.

Quanto às bebidas, é normal uma mulher grávida ter mais sede, pois as necessidades hídricas diárias aumentam 300 ml. Recomenda-se que sejam ingeridos três litros de água por dia: mais de metade da hidratação deve advir de bebidas, como água, leite, infusões e sumos naturais; a restante quantidade pode ser proveniente de alimentos ricos também em H2O, como a sopa, a fruta e as hortícolas. É aconselhado a não beber mais de dois cafés por dia e o álcool passa a ser proibido no período de gestação.

Para além de ter uma alimentação rica e equilibrada, esta também deve ser segura. Evite o consumo de alimentos crus, mal passados ou mal lavados para prevenir o risco de intoxicações alimentares. Certifique-se também que a água que bebe está certamente desinfetada.

Por Adriana Pereira

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