O Que a Motiva?

O que move o mundo e a nossa vida é a esperança e a motivação. Sem motivação nada cresce, nada se constrói, não sorrimos, o nosso organismo não sorri e ficamos doentes muito mais facilmente. Então, por onde anda essa motivação que é o combustível do veículo do nosso Eu?

O psicólogo Walter Mischel explica que uma das grandes razões da nossa desmotivação está ligada ao facto de apenas 10% do nosso comportamento se basear na nossa personalidade. A restante forma de como nos comportamos e as escolhas que fazemos têm a ver com as situações, com as circunstâncias, valores, tradições, hábitos, etc., da comunidade/sociedade em que vivemos e das coisas que vão acontecendo no dia a dia. É um processo inconsciente.

Só que tudo isso faz com que, muitas vezes, vivamos de uma forma ilusoriamente feliz. Para além de já termos de viver com as nossas desilusões e tristezas (na resolução de problemas diários) também fazemos outras coisas que, no fundo, bem lá no fundo, não gostamos. Porém, se for preciso, nem damos conta. Achamos que é mesmo assim. Contudo, há desânimo, desmotivação e um cansaço que é originado por tudo isto.

Mas não tem de ser assim. Desta forma, não só deixamos a tristeza visitar-nos muito mais vezes do que a alegria como também não produzimos as hormonas de que necessitamos para o nosso bem-estar e saúde. A vida passa ao lado sem que alguma vez nos tenhamos conhecido um pouco melhor e aceitado… de forma feliz. Por isso, tem de estar mais vezes com quem a motiva! Tem de fazer mais vezes o que a motiva porque é isso que a move. “Mas e se o que me move não for uma coisa boa?”. A única coisa de que necessita de saber é que, desde que seja algo que não a prejudique a si, nem a terceiros, não terá mal algum. O diferente não tem necessariamente de ser mau. É, apenas, diferente. E muitas vezes é ótimo. Como tal, abra o seu coração e não se preocupe tanto com isso.

Como saber o que a move? Para umas é mais fácil do que para outras, é certo. Por isso seguem aqui algumas diretrizes que a podem ajudar. Só tem de refletir nas perguntas que se seguem e ir tentando responder. Não se preocupe se não conseguir responder a algumas porque o que responder nas outras ajudará de igual forma.

1. Entenda (e aceite!) que o que a move a si pode não ser igual ao que move os seus familiares e/ou amigos! Entenda que podem ser coisas consideradas básicas e/ou estranhas para algumas. Também podem ser coisas distintas que não estejam, aparentemente, interligadas. Entenda que não tem de dizer a ninguém o que a move. Perceba, similarmente, que o que a movia há uns anos pode já não ser o que a move hoje.

2. O que a faz querer viver? (Pense naquilo que não quer perder quando pensa que pode morrer mais cedo do que seria suposto);

O que a faz ter força para se livrar mais rapidamente de uma doença?

O que a faz ter força para se deitar mais tarde do que o habitual e do que aquilo que necessita para repor a energia?

Se não precisasse de trabalhar para ganhar dinheiro, o que gostaria, mesmo, de fazer?

Que tipo de música gosta? Qual o género musical que a faz sorrir por dentro?

Que tipo de comida gosta mais?

Que géneros de filmes lhe enchem a alma? (Veja mais vezes!)

Que tipo de conversas aprecia, mesmo, ter com outras pessoas? O que a fascina conversar e lhe prende a atenção na sua totalidade?

Se ninguém a criticasse, que tipo de roupa gostaria, de facto, de usar?

Que tipo de paisagem a fascina, realmente?

Nem sempre conseguimos perceber o que nos move. Ou, então, só nos apercebemos de uma coisa. Ou várias e distintas. E, não se preocupe, se ainda assim, continua sem perceber o que a move. A partir deste momento, como vai ficar a pensar mais neste assunto, será mais fácil um dia destes aperceber-se de que é aquilo que a faz querer viver com mais intensidade! Nessa altura… mova-se e, pela sua saúde, deixe o coração sorrir.

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