All In White: a Energia da Cor Branca

Uma aura harmoniosa, um feixe de luz, uma energia imaculada. O branco é tudo isto, uma dimensão de vida que está para além do nosso alcance. E no dia de hoje — Dia Branco — falamos daquela que é o número oito no espólio de tonalidades que o mundo nos oferece.

Voltando-nos para a origem deste dia, que surgiu na década de 70, consta-se que a data surgiu numa campanha de marketing onde se apelava aos homens para oferecerem marshmallows às mulheres que lhes tinham dado presentes no Dia de São Valentim. À medida que o tempo foi passando, os marshmallows deram lugar aos chocolates brancos. Mas um Dia Branco pode ser bem mais do que esta memória.

A pessoa que escolhe o branco caminha numa base mais espiritual. Esta integridade e completude de valor acrescentado trazem consigo uma conotação positiva e edificante, porque é a tudo o que ao divino diz respeito que se evoca. Desta feita, somos profundamente atingidas por toda a clareza e paz que o branco nos oferece, como se de uma iluminação ou cura da aura se tratasse.

Dizem os mais ligados à espiritualidade que a energia que esta cor nos transmite nos permite um acesso ao nosso eu superior, protegendo-nos contra as grandes camadas de negatividade que nos rodeiam. Assim, as nossas vibrações ampliam-se de um modo mais elevado e valioso, inspirando-nos e ajudando-nos a meditar.

A verdade, a pureza e a limpeza a que se associa conferem ao branco um elevado nível de realização. Porém, pode dizer-se que este é um tom com um «passado negro», pois as conotações que lhe são atribuídas têm uma longa história. O seu poder simbólico orbita, segundo o pensamento de muitas culturas ocidentais, em torno da bondade e da pureza. No entanto, antes de se tornar símbolo de riqueza e de limpeza, era o preto quem aqui detinha o papel principal. Com o avançar dos tempos, surgiu, cada vez mais imponente, a dicotomia branco / negro, que assumiu contornos menos dignos e que evoluiu para ideologias racistas.

O significado de paz atribuído à cor branca teve início em África, nos tempos em que as tribos tinham por hábito fazer uso desta tonalidade para representar a purificação espiritual e para homenagear as entidades em que acreditavam. Por isso, a tradição de usar branco nas festas de fim de ano teve influências diretamente africanas, providenciada por uma cultura que se trajava inteiramente de branco e que oferecia flores à «rainha dos mares» no último momento do ano.

A ideia do luto branco, também conhecido como «deuil blanc», em francês, teve início no século XXVI, nos tempos em que as crianças e as mulheres solteiras enlutadas usavam roupas brancas.

O renascimento é algo também associado ao branco. Na cultura indígena australiana, as viúvas costumavam usar, tradicionalmente, chapéus brancos feitos de gesso (representando a espessura deste material a profundidade da sua tristeza). Na Ásia Oriental, por outro lado, usam-se roupas brancas em momentos de luto, como símbolo de renascença.

No Camboja, por exemplo, a religião oficial é o budismo. Lá, acredita-se que quando alguém morre é reencarnado, num círculo de vida. Por isso, os familiares de quem morre vestem-se de branco nesse processo de luto, na esperança de que os seus entes queridos renasçam novamente.

Na psicologia das cores, o branco é a cor dos novos começos: é a proposta de uma tela em branco à espera de ser preenchida, abrindo caminho para a criação de qualquer coisa que a nossa mente possa conceber. É lá que encontramos os aspetos positivos e negativos de todas as cores.

Lembre-se de que a cor é uma das muitas linguagem da alma. O modo de como se sente, influencia os tons com que pinta o seu mundo. E se quiser só leveza e paz… dê (verdadeiramente) carta branca à presença deste tom na sua vida.

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