Mentes obsoletas, pertencentes a um passado onde a mulher era vista como um objeto doméstico, ainda existirão, decerto. Porém, felizmente, hoje a mulher tem uma voz e tem um desejo, aquele que se compadece com a realização dos seus sonhos mais profundos; aquele onde esta detém um papel importante; aquele onde esta possui, efetivamente, uma voz sobre todas as coisas. O caminho até aqui não foi fácil — e ainda não o é. E se o primeiro passo para a mudança foi o direito ao voto, mais passos ainda terão de ser dados.

Mais fortes, mais determinadas, mais destemidas. Muitas luas se passaram e direitos se conquistaram. Movimentos feministas começaram a surgir e várias organizações a nível mundial se têm estabelecido para apoiar a mulher, em variadíssimas questões. A igualdade, essa, convenhamos que ainda não a atingimos (especialmente no que toca a questões que se compadecem com a igualdade de género).

Num dia tão especial como o de hoje — Dia Internacional da Mulher — honremos a nossa capacidade de lutar por aquilo em que acreditamos, a nossa obstinação, a nossa garra e a nossa persistência. Porque, cada vez mais, provamos, e continuaremos a provar, que também nós somos dignas de ocupar cargos importantes na sociedade, que nos sabemos fazer valer pelas habilidades que compõe a nossa essência, pela nossa inteligência emocional e pela nossa capacidade de amar.

O sexo feminino tem em si uma sensibilidade e uma genialidade inabaláveis (sim, mesmo que não queira acreditar, tudo isto existe também dentro de si). Quantos papéis desempenhamos nós numa só vida? O de mãe, de amiga, o de irmã, o de esposa, o de filha e até mesmo o de chefe. O nosso poder está nas nossas competências de multitasking, na paixão que colocamos no que fazemos diariamente, no nosso caráter e na nossa personalidade.

A mulher dos tempos vanguardistas é capaz de lidar com um sem-número de situações em simultâneo: é isso que nos torna poderosas — cada vez mais. Por isso, é tempo de compreendermos a força que há no facto de não existirem duas mulheres iguais. Todas somos únicas e todas temos a oportunidade mais que valiosa de deixar a nossa marca pessoal num mundo que ainda tem muito para girar; num mundo que é ainda cinzento, mas que pode contar com a nossa cor para o alindar. Lembre-se: não somos meros peões. Temos a capacidade de ditar as regras do nosso jogo. Só precisamos de acreditar no que nos diferencia dos demais.

A nossa capacidade para pressentir é algo que nos está no sangue. Temos um sexto sentido que nos permite perceber a situação que se afigura do outro lado e compreender as múltiplas perspetivas em que uma só circunstância se ramifica. É também isso que nos torna singulares.

Por tudo isto, perdoe-se, valorize-se e aceite-se totalmente. Ser humana significa que viemos à Terra com uma série de peculiaridades de personalidade e com um conjunto de processos de pensamento que nem sempre são agradáveis. Não lute contra si, abrace a sua essência e dê as boas-vindas ao perdão. Tem sonhos por cumprir? É hora de lutar por eles. Hoje e sempre.

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