Sofre de Insónias?

Um dos grandes flagelos do século é, indubitavelmente, a insónia. E de que se trata este estado, afinal? Na verdade, estamos perante aquilo que é considerado um distúrbio que prejudica a nossa capacidade de adormecer e também de permanecermos a dormir durante uma noite inteira. Por norma, as pessoas que sofrem de insónias costumam sentir-se cansadas a partir do momento em que iniciam o seu dia, passando por problemas de humor e de falta de energia.

Ocorre também, amiúde, a sensação de sono não reparador e de má qualidade, conduzindo a um cansaço que se denota ao longo de todo o dia. A questão crucial (e que pode, a longo prazo, trazer problemas) é o facto de tudo isto tender a piorar à medida que o tempo vai passando. Os sintomas de depressão e a perda de memória e de concentração são algumas das consequências evidentes que acabarão por ser sentidas na pele por parte de todas aquelas que atravessam esta fase.

Com a idade, os problemas relacionados com o sono acabam também por se tornar mais frequentes. O relógio biológico muda e, por isso, acabamos por sentir-nos cansada mais cedo no período da noite, acordando mais cedo na manhã seguinte. A verdade é que a falta de atividades diárias pode interferir numa boa noite de sono, pois quanto menos ativas somos, mais tempo teremos para dormir ao longo do dia, o que dificulta o típico adormecer noturno (como supostamente deve ser).

Algo que complica a um nível mais elevado um sono tranquilo é o facto de nos expormos a determinados aparelhos eletrónicos, devido às radiações por estes emitidas. A par de tudo isto, a ansiedade, a depressão e o uso frequente de alguns medicamentos e/ou de bebidas alcoólicas são as principais causas diagnosticadas para a insónia propriamente dita, para além do stress, de uma má alimentação (à base de cafeína) e de determinadas alterações de horários e de rotinas.

A produção de melatonina (a hormona que regula o nosso ciclo de sono-vigília, padrão diário que determina quando é a hora de dormir e quando é a hora de acordar) é determinada por fatores como a luz e o barulho. Tal ideia leva-nos a crer que, caso fiquemos expostas a ambientes demasiado claros à noite, a produção desta hormona sairá, claramente, negligenciada.

Importa, também, tomarmos atenção aos nossos níveis de stress. Este pode realmente ser o nosso maior inimigo no que a esta temática diz respeito, já que eleva o nosso nível de cortisol e faz com que acordemos a meio da noite. No fundo, é a energia da mente uma das principais causadoras deste cenário. Falamos, aqui, de um tipo de insónia mais recorrente, apelidada de ‘primária’, representando esta uma resposta direta ao stress. Nos casos em que este último é de cariz emocional (perdas e cobranças pessoais ou profissionais) o sono sai também prejudicado, já que as circunstâncias de preocupação geram também adrenalina.

Será, então, possível, perante uma vida extremamente agitada, evitar passar por insónias? Pode tranquilizar a sua mente, porque felizmente é possível fazê-lo, com alguma dedicação e perseverança. Deixamos-lhe algumas dicas que a podem ajudar:

Faça do seu quarto um lugar mais acolhedor e relaxante, para que este lhe proporcione um sono reparador;

Crie uma rotina de horário (tanto para dormir como para acordar). Esta disciplina poderá ajudar o seu organismo a compreender a hora de ‘ligar’ e de ‘desligar’;

Procure optar por alimentos leves antes de se deitar;

Esqueça os seus problemas antes de ir dormir. Não deixe que o que a incomoda a desconcerte ao ponto de não a deixar dormir. Relaxe e seja compreensiva consigo mesma;

Faça uma meditação antes de adormecer, para silenciar a sua mente.

Lembre-se de que é muito importante trabalharmos para alcançar o relaxamento. Descubra qual o ritual que mais a tranquiliza e a mantém em perfeita harmonia consigo mesma. Tome um banho quente, beba um chá e mantenha o pensamento positivo, sempre.

Fonte: Dr. Mohamad Barakat
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