O Poder das Cores na Nossa Vida

E se lhe disséssemos que as pessoas que usam amarelo são mais racionais do que emocionais? Ou que as pessoas que se vestem de preto se querem fechar para o mundo exterior? Não é mito, não é fantasia, não é esoterismo: é a ciência que o diz – e contra factos não há argumentos.

Enquanto parte integrante da nossa vida e do Universo, as cores são o verdadeiro arquétipo de poder. Omnipresentes, existe até quem as considere algo com que a humanidade deverá aprender a jogar para alcançar a harmonia interior.

Em boa verdade, científica e fisiologicamente falando, as cores detêm realmente um poder inabalável sobre o nosso corpo, os nossos relacionamentos, o ambiente onde nos encontramos ou até mesmo sobre um sonho. Se mergulharmos profundamente nesta temática, rapidamente entenderemos a sua importância: a cor é algo que carregamos connosco o dia todo – seja na roupa que trazemos no corpo, seja no tom do nosso carro ou simplesmente na papelada que habita na secretária do nosso escritório há semanas. Ainda acha que não lhes devemos ceder a relevância que lhes é merecida?

À medida que tentamos assimilar o porquê de nos vestirmos e de nos categorizarmos em determinado padrão de cores, melhor iremos compreender quem somos, o que trazemos connosco e o que queremos mostrar ao mundo – é a psicologia das cores que o reforça, analisando os múltiplos estados de espírito, qualidades e emoções que estão associadas a determinada tonalidade.

A beleza e a opção de cada um são aqui ultrapassadas, não se trata de uma questão mundana ou frívola: existem muitas razões para nos sentirmos bem somente utilizando determinada cor no corpo. Há uma expressão de desejos e uma manifestação de carácter inerente às tonalidades que elegemos para a nossa vida. E tudo isto vai muito além daquilo que os olhos conseguem ver.

Pensemos nas pessoas que possuem especial apreço pelo amarelo. De acordo com a psicologia das cores, falamos de maneiras de ser mais racionais, mais lógicas e muito menos emocionais. Quem usa amarelo consegue resolver as questões mais complicadas do modo mais simples, porque através desta energia conseguimos obter uma maior inteligência emocional (racionalizando), que é o que nos permite não olhar para trás com mágoa e perdoar o passado. Pessoas mais sensíveis deverão posicionar-se mais perto desta coloração, que influencia as moléculas do nosso sistema nervoso por forma a deixar-nos com um pensamento mais límpido e mais claro.

Quem usa preto, por seu turno, está a dizer ao mundo que “não quer fazer parte” de algo. Enquanto ausência de todas as cores, usar preto representa um mecanismo de defesa do inconsciente e não permite que sejamos influenciados por nada que pertença ao exterior.

O castanho, por exemplo, tem uma relação direta com a Terra e representa, em nós, a sede de justiça; o verde está ligado a pessoas firmes, recetivas e equilibradas; o azul é para todos os que pretendem estar rodeados de amigos sem passarem despercebidos; o vermelho simboliza a determinação na busca de ideais; o branco, enquanto soma de todas as cores, proporciona o equilíbrio da mente; o bege associa-se a quem sonha e a quem se foca em si mesmo; o laranja, por sua vez, revela apego a velhos hábitos; o cor-de-rosa desperta tranquilidade e compaixão, fazendo com que deixemos de nos colocar no papel de vítimas; e o violeta associa-se a quem se encontra num nível muito elevado, mental e espiritualmente.

Segundo autores estudiosos da temática, a cor altera, efetivamente, a frequência vibracional em todo o tipo de matéria, indo desde o corpo até ao ambiente. O objetivo de aprendermos a bem usar as tonalidades que decidimos integrar na nossa verdade é passar a sentir paz e viver a vida com uma maior simplicidade e entendimento sobre todas as coisas.

Respire fundo, feche os olhos e sinta a cor com que quer encarar o mundo – hoje e sempre.

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