O Que o Amor Ensinou a Nay Alvarez

Nay Alvarez é uma mulher bonita e independente. Casou cedo, mas foi também cedo que se divorciou e que decidiu começar do zero, depois de ter vivido nos meandros de uma relação abusiva. Após o fecho desse capítulo, uma nova janela se abriu na vida desta jovem mulher, que encontrou um amor que há já 8 anos faz parte de si.

Saiba um pouco mais sobre Nay, uma mulher como muitas nós mas que nunca desistiu de amar. Leia, abaixo, a entrevista completa.

A Nay casou muito nova e divorciou-se também muito jovem. Sentiu que o facto de já ter sido casada dificultou a entrada de outra pessoa na sua vida? Em algum momento pensou que o seu passado poderia ter sido um impedimento para encontrar o amor?

Inicialmente achei que poderia ser um impedimento, pois o divórcio antigamente era mal visto, e continua a ser pelos mais velhos. Ainda há alguns tabus referentes a isso. Mas não aconteceu e tive o apoio de todos. O meu namorado nunca julgou o meu passado, muito pelo contrário. Essa é uma fase da minha vida que ficou muito bem resolvida. Não é algo que esconda nem que tenha problemas em falar, é passado e fez-me aprender muito.

Em alguma fase da sua vida, especialmente depois do divórcio, deixou de acreditar na possibilidade de voltar a ser feliz ao lado de alguém?

Durante o meu casamento realmente achei que teria de ficar com aquela pessoa porque não ia conseguir mais ninguém que gostasse de mim (acontece muitas vezes, sobretudo quando temos relações abusivas em que nos sentimos inferiores. Acabamos por deixar de ter amor próprio). Quando acabámos foi realmente difícil, mas depois de tudo o que se passou abriu-se logo uma janela. E encontrei o que realmente significa o amor. Aprendi a valorizar-me mais, aprendi o que é realmente o respeito e a confiança. Desde então, nunca me senti tão amada.

Na sua opinião, qual o fator decisivo e fundamental para que uma relação possa funcionar?

Há imensos fatores para uma relação funcionar, mas o equilíbrio é fundamental, tem que haver vida para além do casal, temos de continuar a ter amigos e objetivos pessoais e em conjunto, claro! Temos de ser pessoas completas e felizes antes de nos querermos sentir completas com mais alguém e estarmos com alguém que nos ame, tal e qual como somos, e que não tente mudar a nossa essência

Sentiu, em alguma fase da sua vida, pressão da sociedade para arranjar namorado/ marido?

Sempre tive namorado, sou uma mulher de relacionamentos longos. Portanto, quase toda a minha vida adulta tive namorado e os meus amigos e familiares sempre os conheceram. Sinto sim pressão para casar, agora que já namoro há muitos anos e também para ter filhos.

Numa sociedade tecnológica e digital, acha que é mais fácil encontrar alguém? Acredita que um relacionamento que se desenvolve nestas condições pode ser consistente?

Sim, penso que hoje em dia é muito fácil, nem precisamos de sair de casa, eu própria comecei a trocar mensagens com o meu namorado atual através das redes sociais e a nossa relação dura até hoje, apesar de já o conhecer antes. Porém, foi essa a forma de nos reencontrarmos.

De que forma encara o Dia dos Namorados? Como costuma passar este dia?

Por acaso não é um dia ao qual eu dê grande atenção, gosto muito mais de detalhes em dias normais, mas o meu namorado gosta sempre de me surpreender e trocamos pequenos miminhos com valor sentimental, nada de consumismo nesse dia específico.

E este ano? Quais são os seus planos para o São Valentim?

Não tenho planos para esse dia até porque passámos um fim de semana romântico ainda esta semana, mas certamente haverá um bilhetinho de amor em algum recanto da casa.

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