Vanda do Nascimento, a Mulher Que nos Inspira a Celebrar o Amor

Vanda do Nascimento é Terapeuta e Instrutora de Mindfulness na Mindfulness Essencial, uma escola por si fundada. Se tem por hábito ler alguns dos nossos artigos da Categoria Mente, pode dizer-se que leu também uma parte daquilo que Vanda é para nós: uma mulher de força que nos inspira a ser a nossa melhor versão, todos os dias.

Desta vez, conheceremos um pouco da sua história de amor. Leia, abaixo, a entrevista completa da nossa terapeuta de eleição.

Sendo a Vanda uma mulher mais experiente, de que forma olha para o Dia dos Namorados? Acha que é uma data que, neste momento, faz mais sentido para uma geração nova ou que, por outro lado, é possível vivê-la de uma forma divertida em qualquer idade?

Há uns anos eu achava que não deviam de existir tantos “dias” para celebrar o que quer que fosse. Estava enganada! Hoje, acho que é muito importante existirem “dias” festivos, especialmente como o Dia dos Namorados, porque é uma forma indireta (ou direta!) de nos lembrar que temos de parar, o maior número de vezes possível, especialmente para celebrar o amor que é a energia maior (e melhor) do mundo. Nem que seja com outros familiares ou com as amigas, caso não se tenha companheiro/a! Por isso acho que faz sentido (deve-se!) celebrar esta data em qualquer idade, da forma que as pessoas desejarem, agora e sempre, com ou sem “prendas”, mas com muito carinho, sorrisos e amor, claro!

A Vanda casou pela segunda vez, e nesse segundo casamento já existiam filhos crescidos de ambas as partes. Perante tudo isto, como se consegue voltar a namorar e a encaixar uma nova pessoa na nossa vida?

Geralmente não é fácil. Mas para nós não foi assim tão difícil porque acho que não complicámos. Nem eu nem ele, quando nos conhecemos, estávamos à espera de “alguém”. Curiosamente ambos achávamos que nunca mais íamos ter, assim, alguém na nossa vida e, muito sinceramente, não estávamos preocupados com isso. Por isso não houve nenhuma expetativa em especial. Até porque nos conhecemos de uma forma bastante natural. Aliás, nós costumamos dizer que foi Deus que nos apresentou (risos). Porque não fomos apresentados por ninguém, nem sequer nos conhecemos na “noite”. Conhecemo-nos num Hipermercado. Meti conversa, na caixa, com o filho dele (agora meu enteado, que eu adoro e já vejo mesmo como outro filho) que, na altura, tinha oito anos (Zé Miguel) e a minha filha tinha nove (Madalena). Só o tinha visto uma vez ou duas. Mas nos dias que se seguiram, sem combinar, voltámo-nos a cruzar tantas vezes que acabámos por “trocar” o número de telefone. Depois, ele convidou-me para jantar. Eu aceitei e, desde esse jantar, nunca mais deixámos de estar juntos até hoje. Já passaram 9 anos.

Eu julgo que o “segredo”, se assim se pode dizer, foi não haver segredo nenhum: foi irmos estando “devagar”, com calma, sem expetativas, conhecendo-nos sem grande julgamento ou crítica, com respeito pelos filhos e pelo espaço que já existia. Foi o irmos “namorando” os quatro, porque estávamos sempre juntos (eu tinha sempre a minha filha e ele o menino), sem fazermos exigências, sem cobrar nada um do outro, apenas “estávamos” e usufruíamos desse estar “junto” que era sempre bom (e ainda é!). Também nunca houve promessas, apenas exprimimos as “vontades” do “ser” e “fazer” um com o outro e nos acompanhámos, inclusive, profissionalmente, como hoje fazemos. Ele foi a minha grande força (e é) quando me “empurraram” para sair do Ministério de Educação onde era efetiva e fazer o que mais gosto à “minha maneira”, “cá fora”: as terapias e formação na área da Gestão Emocional e Mindfulness. Acabei por me juntar a ele e também tenho tentado apoiar o máximo que posso na carreira à qual também ele decidiu dedicar a vida: ensinar a linda, e profunda, arte marcial do Wing Chun Kung Fu. Este amor pode acabar amanhã. Mas no dia de hoje posso afirmar que é o relacionamento, e o amor, que sempre quis ter. E sou muito feliz!

Na sua opinião, existe algum preconceito da sociedade pelo facto de existirem mulheres solteiras, seja em que idade for?

A sociedade tem de “tudo”. E o preconceito faz parte. Talvez não tanto como antigamente mas sim, ainda existe uma certa crítica e julgamento sobre quem está solteiro, assim como quem casa ou se “junta” pela segunda ou terceira vez. Assim como por quem não esteja, naquela “época”, a condizer com os parâmetros que “as massas” decidiram definir por “normalidade”. Não devemos ligar. É seguir em frente porque quem nos ama de verdade, mais tarde ou mais cedo, volta para nos abraçar e apoiar.

Este ano, como vai passar o Dia dos Namorados?

Este ano, neste dia, quero fazer algo diferente! Para nós, e talvez porque as tenhamos vivido no primeiro casamento, deixaram de ter sentido algumas situações consideradas “normais” ou quase que “obrigatórias” ter de fazer neste dia. Tal como o ir “jantar fora” ou fazer a “escapadinha romântica” só porque “sim”. Queremos coisas que tenham sentido, para nós, claro. Geralmente “celebramos” através das mensagens “sentidas” que enviamos um ao outro e deixamos que o resto flua, aproveitando um qualquer momento do dia para, então, namoriscar com a energia do “Dia dos Namorados”. Mas, dia 14, e dando continuidade ao que estou a fazer com os meus alunos de Mindfulness, e de forma a nos voltarmos (seres humanos) a conectar mais com a natureza, quero ir com ele procurar uma árvore, que nos encante a ambos, e dar-lhe o nome de “Valentim”. E namoriscar um pouco debaixo da árvore! E, vocês aí, nada de julgar! (risos). Façam o mesmo! Porque não ter uma “Pet tree” a abençoar o amor? Desafio-vos a “batizarem” árvores “Valentins” pelo país fora!

1 Comentário

Deixe uma resposta

O teu endereço de email não será publicado.