Mente e Emagrecimento: Que Relação Existe Entre Ambos?

Existem forças mentais e fisiológicas que estão por detrás de cada decisão que tomamos em qualquer que seja a área da nossa vida: a alimentação não é exceção. A bem da verdade, o modo de como decidimos atuar face a este princípio basilar da nossa saúde é diretamente influenciado pelos pensamentos pré-concebidos existentes na nossa mente – que estão, muitas vezes, fora da nossa própria consciência e fora da nossa capacidade de controlo.

Quem sofre do Transtorno de Compulsão Alimentar tende a refugiar-se na comida, apresentando uma especial tendência para comer quando se encontra psicologicamente abalado ou sob pressão; a ingerir quantidades avultadas de comida, mesmo quando, na verdade, não sente fome; a esconder hábitos alimentares por vergonha; e a sentir-se descontente com a sua aparência, com o seu peso e com a sua autoestima.

O facto de se associar um sentimento positivo à comida leva a que o nosso cérebro apresente propensão e crie condições para que se desenvolva uma compulsão alimentar. Por norma, este desvio alimentar descontrolado surge através de fatores que em nada se relacionam com a fome: são eles a ansiedade, as preocupações e a insegurança.

Portanto, é de extrema importância começar por identificar todos os comportamentos padrão que conduzem a esta prática da compulsão, isto porque somente começando por reconhecer e por nomear tudo aquilo que leva ao descontrolo será possível encontrar as soluções, descobrindo os meios ideais para que seja possível controlar o tipo de fome de que aqui falamos.

Ouvimos, amiúde, a expressão “somos o que comemos”. Porém, na realidade não só somos tudo aquilo que ingerimos, como somos também o que absorvemos, quer através da alimentação, quer através do pensamento.

Conhecido por ser o “segundo cérebro” do nosso organismo, o intestino assume um papel preponderante no que diz respeito à orientação dos nossos impulsos nervosos (como o humor, o sono e as nossas funções intelectuais), já que é ele o principal responsável pela maior parte da produção de serotonina – o neurotransmissor que atua no nosso cérebro por forma a possibilitar todo este processo.

Onde pretendemos chegar com toda esta questão é à premissa de que, efetivamente, o controlo da nossa mente é a chave para encarar a viagem da vida. Estaremos nós a ingerir as emoções mais acertadas? Ou será que estamos a permitir que a negatividade que nos rodeia nos torne mais frágeis, mais vulneráveis, mais densas? Quanto mais elementos negativos permitirmos que entrem dentro de nós, mais enfraqueceremos a nossa saúde mental com todas essas toxinas.

O primeiro passo é compreender e modificar os nossos padrões, por forma a reestruturar e a conferir um novo significado aos nossos pensamentos e atitudes – neste caso, a psicoterapia pode revelar-se extremamente útil, facilitando-nos um acesso a uma reeducação alimentar. Por isso, se sente que a sua mente tem sido a sua maior inimiga na superação de problemáticas como esta, procure ajuda profissional.

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