Botox, uma Ferramenta de Estética do Futuro

É talvez um dos tratamentos estéticos mais populares do mundo. Antes dos anos oitenta, o botox era usado única e exclusivamente para fins terapêuticos, como por exemplo para tratar espasmos faciais e torcicolos. Foi assim que, em 1980, depois de médicos o usarem com fins medicinais, perceberam que quando tratavam determinadas zonas do rosto, elas ficavam sem rugas. Assim se caminhou até aos dias de hoje, em que se recorre ao botox quase só com o objetivo de alterar esteticamente alguma parte do nosso rosto.

Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, o botox não é usado para preencher. O que este tratamento estético faz é paralisar os músculos, evitando assim que estes se contraiam e causem as famosas rugas e linhas de expressão (como as rugas da testa e aquelas que se formam à volta dos lábios e dos olhos, por exemplo).

A toxina botulínica, conhecida por todos como botox, tem como função principal impedir a transmissão de um neurotransmissor da terminação nervosa até ao músculo. Assim, o músculo fica completamente relaxado, e a sua contração deixam de ser tão significativa ao ponto de nos causar as tão pouco desejadas rugas. Pense num dia de sol, em que se senta na varanda com a cara virada para ele. É impossível conseguir estar em contacto direto com os raios de sol sem fazer aquela expressão em que, inconscientemente, contraímos os músculos da cara. É aqui que o botox entra: as rugas de expressão que vamos formando e acentuando com a contração constante dos nossos músculos são diminuídas. É por esta razão que os especialistas defendem que ele é usado para prevenir rugas e não, contrariamente aquilo que a maioria de nós pensa, para as combater.

Agora, uma curiosidade: sabia que a toxina botulínica é um dos venenos mais fortes do mundo? Claro que para fins estéticos são usadas quantidades extremamente reduzidas… se fossem aplicadas mais de 50 ampolas de uma só vez, era o suficiente para causar a morte. Chocada? Nós também!

Relativamente aos seus efeitos, só se começam a notar alguns dias depois da aplicação e têm uma duração de aproximadamente 6 meses, dependendo sempre das características de cada pessoa. Tal como tudo na nossa vida, o uso de botox tem de ser moderado! Caso contrário, o uso excessivo deste produto pode causar paralisias musculares graves, impedindo os olhos de abrir e fechar, por exemplo. Mas fique tranquila… o efeito do botox é sempre reversível, por isso, caso este problema acontecesse, não seria para sempre.

Aquilo que acontece muitas vezes é confundirmos botox com ácido hialurónico. Como a crítica entre mulheres é algo presente no nosso dia a dia, ouvimos várias vezes afirmações como “a Maria está carregada de botox”; “e os lábios da Paula? Aposto que colocou botox”. E é aqui que a maioria das pessoas se engana. Aquilo que confere um aspeto aumentado às diferentes partes do nosso rosto, é o ácido hialurónico e não o botox.

O ácido hialurónico é uma substância, mais propriamente uma molécula de açúcar, capaz de atrair a água presente naturalmente no nosso organismo. 56% encontra-se na nossa pele, o que faz com que ela fique elástica, lisa e hidratada, pois preenche os espaços entre as células. À medida que vamos envelhecendo, a sua concentração vai diminuindo e começam a aparecer as primeiras rugas. Assim, quando o ácido hialurónico é injetado no nosso rosto confere volume aos lábios, face, olheiras, disfarçando as rugas naturais da idade.

Se pretende dar este passo na sua vida, informe-se e faça-o num sítio de confiança.

Mas vamos ao que interessa… Botox ou ácido hialurónico, qualquer que seja a sua escolha, só lhe cabe a si afirmar se está correta ou não. Sem preconceitos. Se há quem faça tatuagens, quem se maquilhe todos os dias, quem faça solário, por que razão se julga quem modifica os traços do rosto? Se sente que precisa de mudar algo em si para se sentir mais confiante, mais autêntica, com mais autoestima, porque não? Força! Irá chegar o dia em que optar por este tratamento estético será normal. No fundo, não deixa de ser fascinante. Porém, como em tudo na vida, é necessária moderação.

Afinal, o objetivo não é sermos felizes?

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