A Desigualdade de Género no Mundo Laboral

“O salário das mulheres é inferior ao dos homens em todas as profissões”. Esta é, provavelmente, uma das afirmações que mais ouvimos, no decorrer de uma luta pela igualdade que parece querer perdurar.

Mudam-se os tempos, modernizam-se os hábitos, e esta continua a ser uma realidade que se perpetua, em todos os países da Europa. Deste lado, temos apenas duas questões: “porquê?” e “até quando?”.

Hoje, dia da Igualdade Salarial, convém refletirmos acerca das disparidades salariais que ainda acontecem, entre homens e mulheres. E se lhe dissermos que em tempos, em Portugal, as mulheres tinham de trabalhar mais 65 dias para conseguirem ganhar o mesmo salário anual dos homens? Consegue acreditar?

Há dois anos, em 2016, um dos relatórios do Fórum Económico Mundial concluía que a igualdade de género na questão salarial deveria ser atingida apenas dentro de 170 anos.

De acordo com os dados da CITE (Comissão para a Igualdade no Trabalho e no Emprego), em novembro de 2017 a diferença de remuneração entre homens e mulheres na União Europeia correspondia a 16,3%.

Felizmente, no passado mês de agosto, foi promulgada no nosso país a lei que promove a igualdade remuneratória entre os dois géneros, a tratar-se de “trabalho igual ou de igual valor”. Uma lei que, ao que tudo indica, entrará em vigor em 2019.

Ainda assim, não nos esqueçamos do seguinte: os homens ganham, em média, mais 19% do que as mulheres.

Temos, definitivamente, um longo caminho a percorrer, rumo à igualdade.

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