Depressão no Outono

A chamada “Depressão Outonal” existe. Hoje, fica a saber porquê e algumas das dicas que deve seguir para que não seja mais uma fase complicada na sua vida.

Para uns pode ser quase indiferente – não sentem “tanto” – mas, para outros, a chegada do outono pode ser o princípio do cair da “folha emocional”. Porquê?

Bom, o sol cruza a linha do equador e começam os dias a ficar mais pequenos, assim como a intensidade da luz solar, ainda que continue a fazer calor. E, as noites maiores. As plantas e os animais começam a preparar-se para o inverno, minimizando as suas atividades de forma a acumularem energia. Como alguns estudiosos dizem: «Nós somos como as plantas e os animais. Temos é emoções complicadas»!

Tal como explica a medicina oriental, e muito bem, é isso que nos acontece. O facto de aparecer, fisiologicamente, a necessidade de começarmos a armazenar energia, origina, similarmente, um outro processo: o de largar a energia que já não presta, que está a mais, para dar lugar à nova. É, por isso, uma época de libertar toxinas, e não só.

Este “acontecimento” interior abrange, também, sentimentos e emoções. Logo, é muito natural que, à semelhança das toxinas, alguns sentimentos melancólicos voltem a vir à “superfície” – do “coração” – para serem trabalhados, de forma a puderem sair.

Portanto, há tendência para o aparecimento de alguns sintomas, tais como:

– Alterações de humor;

– Falta de ânimo;

– Falta de “energia”;

– Falta de vontade de sociabilizar;

– Perda de interesse em realizar algumas atividades;

– Dificuldade em dormir;

– Aumento de apetite;

– Etc.

Não obstante, existem uma série de procedimentos que nos podem ajudar a superar emocionalmente (e fisicamente) esta fase que aí vem. Deixamos aqui alguns. Algumas das dicas vão parecer que nada têm a ver com a gestão de emoções. Porém, acredite, não podiam estar mais interligadas! Se as seguir, vai ver que vai ser muito mais fácil (e saudável) superar tudo isso, caso se sinta assim. Existem “duas partes”: trabalhar a parte física para estar com energia suficiente (parte I) para poder trabalhar as emoções (parte II).

Parte I “física”:

  1. Acenda as luzes!– O seu cérebro (e organismo) já está a sentir a falta da intensidade da luz solar, por isso, por mais vontade que tenha de ficar na penumbra, não o faça. Diminua a intensidade da luz apenas quando se aproximar a hora de ir dormir. Evite fazer qualquer tipo de atividade com pouca luz – ou luz fraca – como cozinhar, comer, ver televisão, estar ao computador, etc.;
  2. Beba água!– Continue a hidratar-se de forma a manter constante o seu nível de energia. Coma, também, mais fruta, vegetais e alimentos ricos em ómega 3, entre outras “coisas” que são sabiamente recomendadas por bons profissionais de nutrição. Caso contrário não vai ter energia suficiente para raciocinar devidamente;
  3. Trate do seu intestino! – É no intestino que se produz cerca de 90% da serotonina, neurotransmissor “antidepressivo”. Logo, se o nosso intestino não estiver a funcionar bem podemos sentir mais melancolia e tristeza. Beba, por exemplo, um chá “desparasitante”, de vez em quando, e tome cuidado com a alimentação;
  4. Faça exercício físico! – Este tópico está sempre presente porque é, de facto, uma das coisas que faz bem a todo o nosso “eu”: corpo, mente e “alma”. Como já deve saber é uma das formas de produzir hormonas ligadas ao bem-estar e tranquilidade. A caminhada faz parte desta dica!;

Parte II “Emocional”:

  1. Respire! – Por mais banal que isto lhe pareça acredite que é das “coisas” que melhor faz a todo o organismo porque oxigena mais o cérebro (e ativa o “chi”, nossa energia vital), ajuda a equilibrar os níveis metabólicos e dá-nos o discernimento interior necessário para uma mais racional forma de resolução de problemas. Inspire e expire devagar, três vezes seguidas, várias vezes ao dia, mesmo naqueles dias em que se sente “bem”. Aprenda, também, a respiração abdominal e a “completa” e faça-as muitas vezes;
  2. Esteja com os seus amigos! – Contrarie a vontade de se isolar e, ainda que nem sempre o faça, esforce-se por sociabilizar. Quando estamos muito tempo sozinhos com pensamentos que provocam emoções menos boas, temos tendência a dramatizar, aumentar a dimensão dos problemas. Desabafe! Porém, evite estar demasiado tempo com quem não “lhe faz bem”;
  3. Desapegue-se e “deite fora”! – Ainda que possa ser uma fase propícia a ganharmos novos sentimentos de medo, deve tentar ignorar esses receios e não perder a força. Respire e vá em frente porque é uma boa altura de deitar fora o que “não presta” desapegando-se não só de emoções menos boas mas também de coisas que já não têm a ver com a sua energia e só lhe causam bloqueios. Comece pelo desapego material deitando fora, ou dando a alguém, o que tem guardado e já não serve para si, nem para mais ninguém – caso esteja estragado;
  4. Faça Meditação!– Hoje em dia tem, à sua disposição, centenas de meditações guiadas on-line, tanto Mindfulness, como outras que possa gostar mais. Ao contrário do que dizem alguns mestres de meditação, pode fazer, sim, apenas 5 ou 10 minutos desta prática por dia (mais vale fazer pouco do que nada fazer), a seguir, por exemplo, a uma boa caminhada. O bem que lhe faz é imenso porque muda, inclusive, a sua estrutura cerebral. Arrisque e experimente tanto o Scanner Corporal como Emocional – ambos Mindfulness;
  5. Tenha na Mala Duas Bolinhas e Dois Frasquinhos de Óleos Essenciais! – Tanto as cores como os cheiros afetam imenso a nossa disposição. Tenha uma bolinha cor de laranja (antidepressivo estimulante) e uma cor-de-rosa (antidepressivo mais relaxante) a jeito de poder brincar com elas nas mãos, enquanto olha para as suas cores. E, um frasquinho de óleo essencial de limão (antidepressivo) ou de hortelã (estimulante) e de camomila, lavanda, ou laranja (relaxantes) para, de vez em quando, cheirar energizando o seu cérebro “positivamente”.

Como é óbvio, estas dicas não substituem, em caso de depressões mais acentuadas (crónicas e ou graves), a ida a um profissional competente para o efeito nem substituem qualquer tipo de medicação que se tome. De qualquer forma, podem ser um grande complemento no tratamento da depressão, assim como uma ótima forma da prevenir!

Abraço, e força!

 

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