Maldade Feminina: Para Quando o Companheirismo Entre Mulheres?

Comentários depreciativos, críticas ásperas, bullying laboral, agressão verbal… Todas nós, de um modo ou de outro, já nos encontrámos nesse lugar obscuro onde o primeiro mandamento é a perversidade e a maldade – gratuitas, na esmagadora maioria dos casos.

A eterna guerra entre mulheres parece estar ainda longe do fim, perpetuando-se com grande ênfase no mundo do virtual e potencializando-se exatamente aí: onde parece não haver contenção (nem limites) para o ataque e para o policiamento de um qualquer gesto nosso, por mais trivial que este possa ser.

Em tempos onde o feminismo cresce em larga medida e onde surgem movimentos que apoiam determinadas situações pelas quais a mulher passa (o Me Too é o protótipo disso mesmo), o companheirismo no sexo feminino parece, estranhamente, ser algo ainda utópico. Pode parecer um lugar-comum afirmar que as mulheres se devem apoiar entre si, por tudo o que viveram no passado e pela luta que aqui está em causa: a questão é que, lamentavelmente, a mulher é a primeira a depreciar e a menosprezar a sua semelhante. Porquê? Qual o motivo para que esta seja uma tendência tão vigorosamente enraizada?

O impacto de um simples comentário nas redes sociais pode ser – inequivocamente – dramático e perigoso na vida de quem o recebe. O ato de atacar a imagem ou o comportamento de determinada pessoa pode realmente ter repercussões consideráveis na sua vida, principalmente quando já existem nela questões de insegurança e de pouca autoestima por resolver. Provavelmente, este é um bom motivo para pensarmos duas vezes antes de passarmos para a crítica destrutiva.

A imperfeição é algo que não nos apraz – mas é esta a condição pertencente ao real. O comum e o verdadeiro é também aquilo que diz respeito à qualidade de imperfeito. Por isso, não há por que formular criticas a partir daí. É injusto, é cruel, é desumano.

De acordo com um artigo da revista americana Psychology Today, as mulheres mais conscientes de si mesmas, da sua imagem e das suas emoções, deixam-se de afetar de um modo mais profundo do que aquelas que são menos conscientes, que mais facilmente ignoram a crueldade. Não deixa de ser curioso.

Seja na esfera pessoal, no plano profissional ou no campo social, o caminho é apenas um: em toda a ação, sermos mais tolerantes com o próximo.

O nosso percurso é individual, mas todos somos iguais – esta é a verdade absoluta de todos os minutos. Os tempos de julgamento e de violência têm de findar e só depende de nós. Praticar o bem está nas nossas mãos, é isso que faz a diferença.

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