Redes Sociais VS Relações Amorosas

Instagram, Facebook, Twitter… entidades virtuais que se exprimem veemente nas nossas vidas. De tal modo que, nos dias de hoje, estas andam de braço dado com as relações interpessoais que construímos.

Num mundo onde o nosso telefone é o primeiro e o último objeto que vemos, antes de adormecer e ao acordar, a pergunta que impera é uma só: como viveríamos sem as redes sociais? Ainda que o nosso grau de dependência face a estas varie, não podemos encobrir a realidade inegável que acontece quando estamos todos à mesa: onde chegamos a não afastar os olhos do ecrã, mesmo quando acompanhados. (A propósito, pode sempre encontrar alguns métodos que lhe permitem passar menos tempo online, numa espécie de detox mental. Consulte algumas das nossas sugestões, aqui).

Na verdade, este ponto de partida é o ensejo para uma reflexão acerca do modo de como gerimos as nossas relações, tendo em consideração a presença desse elemento de virtualidade que fomenta conexões online e que prejudica aquelas que estão offline. A problemática das redes sociais pode mesmo chegar mais longe, onde relações que inicialmente se manifestam promissoras podem chegar ao fim porque um dos elementos seguiu o ex-companheiro no Instagram, ou até porque se descobriu, por meio de imagens, que o namorado mantinha uma cretina vida dupla. Até que ponto as relações não seriam mais felizes e duradouras se acontecesse uma abolição dos social media? Até onde podem ir as inseguranças, as desconfianças e o ciúme, reafirmados por um “like”, um comentário ou uma mensagem fora de horas? O comportamento questionável ou desapropriado por parte de um parceiro romântico pode realmente levar a termo relacionamentos que dificilmente chegariam ao fim, se não existisse todo um universo de pessoas disponível à distância de uns cliques.

Mas esta luta colossal pode ser vencida, e o primeiro passo é a comunicação. Perante algo que nos conduza à desconfiança ou ao ciúme, é importante falar acerca do que nos deixa desconfortáveis – não existe nada tão eficaz como uma conversa aberta e genuína, expondo aquilo que nos inquieta. Se os seus olhos não estão felizes com o que veem, é tempo de confrontar a sua outra metade. Porque não sentarmo-nos frente a frente para tentarmos perceber o que sentimos sobre o nosso relacionamento?

Para manter a qualidade de uma relação, devemos olhar para as redes sociais meramente como um dos pequenos aspetos da nossa vida, sem a importância que o mundo parece querer dar-lhes. A nossa saúde mental e emocional depende dessa atitude, bem como de uma premissa transversal: dizer a verdade, sempre a verdade.

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