O “Exército de Amor” de Carolina Patrocínio

Ela é mãe de três filhas, mulher, apresentadora… Carolina Patrocínio é uma das figuras femininas que mais nos inspiram. Estreou-se como apresentadora nas manhãs da SIC, no Disney Kids, e desde então não mais abandonou o ecrã. Há três anos lançou o livro Stay Active, onde revela o que a motiva para treinar, bem como a sua paixão pelo desporto.

A Frederica quis saber mais sobre a apresentadora do Fama Show e falou com ela. Leia, aqui, a entrevista completa.

A Carolina é uma verdadeira inspiração para muitas mulheres em Portugal. Com três filhas, sente que tem um papel fundamental para as preparar para encarar a sociedade atual? O que espera que já tenha mudado quando elas crescerem?

Acho que essa questão não é geracional, ou seja, não se esgota na preocupação da sociedade actual. Ao longo dos tempos, creio que essa sempre foi a maior responsabilidade de uma mãe: preparar os seus filhos para a vida e tudo o que isso implica… as dificuldades, as conquistas, as inseguranças. Como mãe sinto essa preocupação diariamente. Esforço-me por criar a minha família num ambiente saudável e sem redomas, incutindo-lhes um espírito livre e independente. Promovo a auto-estima delas para que se tornem mulheres seguras e confiantes. Quando crescerem espero que haja mais tolerância e menos julgamento do próximo. Acima de tudo, rezo para que vivam num ambiente livre de guerras e de ódio racial.

A diferença de idades entre as suas filhas é muito pouca. Como é a relação das três? Espera que um dia seja tão forte como aquela que tem com as suas irmãs?

Neste momento a terceira ainda não entra “para as contas” porque tem apenas seis meses. A dinâmica entre as duas mais velhas ainda é bastante incerta. Tanto brigam por disputar os mesmos brinquedos, como se entretem juntas tardes inteiras. São competitivas entre si, mas unem-se em equipa sempre que estão num ambiente novo. São o porto seguro uma da outra e já grandes confidentes. A ligação entre irmãs em famílias funcionais é algo tão poderoso que dificilmente se explica. É uma ligação intrínseca invisível aos olhos exteriores. É viveres com a tua melhor amiga na cama do lado. É nunca te sentires sozinha. Tenho com as minhas irmãs uma relação de “dependência” saudável, que julgo que se repetirá nas minhas filhas.

Numa família onde as mulheres imperam, qual é o principal papel do pai?

Meramente reprodutor! (risos) O Pai é uma presença calma e assertiva que sabe sempre relativizar os problemas. É também a imagem de segurança da casa que apazigua todos os medos. É muitas vezes convocado para ser moderador e as suas intervenções são por norma mais autoritárias (e por isso também mais eficazes)!

Está habituada a viver rodeada das suas irmãs, numa família grande e que continua a aumentar com o passar dos anos. Esta repetição de um padrão é uma espécie de tradição na família?

Não é uma tradição. É uma consequência de uma infância feliz que queremos reproduzir nas futuras gerações. Por termos crescido num ambiente de harmonia familiar, tentamos proporcionar o mesmo aos nossos filhos. Crescer e aprender junto dos irmãos, primos e avós é viver num verdadeiro exército de amor.

 

 

1 Comentário
  1. É cada vez mais importante falar da promoção da auto-estima das crianças.
    Como psicóloga clínica é o primeiro objetivo a trabalhar com a maior parte das crianças que recebo.
    O impacto futuro, de uma criança gostar de si, é enorme, diria decisivo.
    Só assim, iremos ter homens e mulheres mais confiantes, que acreditam no seu valor, e que não se submetem a qualquer trabalho, nem a qualquer relação, quer seja de amizade ou amorosa.

    Só quando a criança sente o afecto dos pais, poderá começar a gostar de si própria, e desenvolver o seu auto-conceito e a sua auto estima de forma harmoniosa e saudável.

    Grata por este artigo.
    Um beijinho Vanessa

    Alexandra Ricardo.

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