Helena Costa, a Atriz Que Tem em Casa 7 Animais de Estimação

Ficou conhecida quando, em 2005, deu corpo a Mónica Teixeira, na série Morangos com Açúcar. Desde então, a sua carreira enquanto atriz não mais parou de proliferar. Porém, Helena Costa é muito mais do que aquilo nos revela através do ecrã.

Quem segue a atriz nas suas redes sociais, sabe que ela é uma apaixonada nata por animais. Mas o que a torna uma entusiasta diferente de todas as outras é o facto de reunir em sua casa uma espécie de microcomunidade animal, onde constam alguns seres que (definitivamente) fogem ao óbvio: duas cabras anãs, dois pássaros, dois gatos e uma cadela. Com todos eles, Helena construiu uma relação de ternura e de (muito) amor, numa ligação tão forte que consegue ser percebida através das imagens que partilha connosco – que, aliás, pode acompanhar através da sua página de Instagram, @helenamcosta.

A Frederica quis saber mais sobre esta paixão e falou com a atriz. Leia, a baixo, a entrevista.

Com sete animais de estimação diferentes, existe alguma logística especial? Como se organiza para que tudo corra bem?

Muita logística, desde dar ração a todos e certificar-me de que nenhum rouba a do outro; assegurar as camas e as casas para cada um; ver se ninguém se pega; certificar-me de que estão felizes, lavados e com a saúde em dia! Felizmente, o temperamento dos meus animais é espetacular e eu não podia estar mais em paz!

Quando decidiu que gostaria de ter como animais de estimação duas cabras? Teve alguma preocupação extra? Teve de se preparar para as ajustar à sua vida e à vinda de dois seres diferentes?

Lembro-me de que estava muito nervosa quando as fui buscar, preocupada se ia estar à altura de saber cuidar bem de uma cabra… Perguntei à minha irmã, que é veterinária e, tal como todos os veterinários de pequenos (cães e gatos), descartou-se de responsabilidades (os veterinários dizem que essa não é a área deles). Por exemplo, as cabras têm quatro estômagos, e na opinião dela o melhor era eu falar com uma veterinária de grandes animais… Mas as cabras eram anãs e lembro-me de dizer para mim: “estou tramada”.

Assim que vi a Emília (a cabrinha branca) apaixonei-me. No entanto, ela tinha uma irmã gémea, mas preta, de quem era inseparável! Tive que trazer as duas! Dei-lhes banho e tentei dar o meu melhor. É aqui que percebemos que começa a crescer um amor inexplicável!

Como é a relação das duas cabras com os dois gatos? Como reagem à sua convivência?

Curiosamente dão-se lindamente, entendem-se muito bem, elas passam e eles continuam na deles. Já com a cadela é diferente, está-lhes no sangue (bufam logo). O que vale é que a cadela é muito querida e dá-lhes o espaço de que precisam. Nesse aspeto, costumo dizer que tive muita sorte com a maneira de ser de cada animal!

Existe o hashtag #helenalibertaosanimais, quer contar-nos a história?

Sempre gostei muito de animais e é um lado meu que aos poucos foi transparecendo no meu Instagram. Fui sempre partilhando fotos dos mais variados animais. No entanto, não gosto de os ver presos… Quando me deparo com um pássaro lá em casa, que foi oferecido, começo a fazer um Instastory a dizer que o vou libertar, para poder voar e ser feliz! Ainda não tive coragem de o libertar, porque já ouvi dizer que pode correr mal, mas acabei por usar o hashtag e agora, sempre que há uma fotografia no meu Instagram (com animais), tenho oportunidade de as agrupar.

Diga-nos algumas características sobre as cabras que as pessoas desconhecem.

Há muitas curiosidades, que todos os dias me perguntam, e agradeço por (pelo menos aqui) poder esclarecer algumas, tais como elas virem ao nome; não morderem as pessoas porque não querem, nem têm dentes em cima; terem quatro estômagos e poderem comer tudo o que lhes apetece (é tudo destruído); limparem o terreno todo que esteja ao alcance delas, sendo que em plantas com flores só fica a raiz; adorarem ração de ruminantes, mas também limparem a ração de outro animal qualquer; o facto de esta raça anã crescer só até metade do tamanho de uma cabra normal (demoram três anos até atingir o tamanho adulto); as suas necessidades serem muito fáceis de apanhar e não sujarem nada (apesar de não fazerem ideia de que o estão a fazer e continuarem a andar como se nada fosse); serem muito independentes e terem o seu próprio timing para pastar, dormir e receber festas.

Se pudesse adotar mais algum animal de estimação qual seria? Porquê?

A minha ideia inicial era ter uma porca anã, e esse sonho vem de há muitos anos! Mas surgiu esta oportunidade, assim como a dos gatos, e decidi adiar pelo menos mais um ano, porque neste momento tenho muitos “bebés” em casa e tenho que acompanhar o crescimento deles. A seguir à porquinha, quero muito ter uma alpaca. Sim, uma alpaca! É só esperar que a casa e o terreno fiquem prontos 🙂

Vive rodeada de animais, por isso para si é dia do animal todos os dias. Mas hoje, especialmente, tem alguma mensagem que gostasse de deixar sobre a importância dos animais na nossa vida e de que forma isso contribui para a felicidade?

As cabrinhas são um ser que me enche a alma! Ainda bem que fiquei com as duas, fazem companhia uma à outra e brincam imenso. É um espetáculo vê-las aos saltos! Onde quero chegar é que é tão bom poder apenas observá-las! Todos os dias penso: “eu tenho duas cabras lindas!”. E não consigo explicar a beleza e a imensidão de amor que me enche o coração! Os gatinhos também são animais excecionais, fazem muita companhia e transmitem muita paz, são de uma delicadeza e doçura gigante! A cadela é fora de série, protege muito bem a casa e é super obediente e muito querida.

A mensagem que posso deixar é que os animais dão-nos mais do que aquilo que alguma vez imaginamos, ou mesmo mais do que aquilo que conseguimos perceber! Sinto que, no final do dia, o amor em mim é maior!

 

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