Dicas Para Curar Um Coração Partido

O amor é das coisas mais bonitas do universo, é ele que faz mover o coração da humanidade neste percurso tão bonito que é viver! Logo, quando há um corte, quando há uma separação, também o sofrimento é proporcional à beleza que foi viver esse amor.

E o coração fica “despedaçado” e a alma vazia como uma noite fria num inverno chuvoso. Este tema faz parte daquelas temáticas difíceis de abordar porque é, de facto, muito doloroso. Dependendo do grau de ligação que se teve com a pessoa, pode ser o mesmo processo de um “luto”.

E, claro que não será só porque vai ler estas dicas que vai esquecer ou sarar essa ferida tão profunda, assim, de repente. Claro que não. Um coração partido não sara assim. É preciso tempo. Mas, o que fazer neste “tempo” que parece que não passa e que magoa tanto?

Não lhe vamos ensinar nada. Vamos apenas lembrar, confirmar que “sim”, que se mudar de “perspetiva” e conseguir aceitar algumas “coisas” dentro de si, que se tiver em consideração estes tópicos, pode ser que fique um pouco mais leve durante esta era tão “pesada”. O intuito é esse. É ajudá-la a encarar este difícil momento de forma menos penosa.

Por isso, aqui ficam as sugestões:

Dar Tempo “ao tempo” Tenha paciência consigo mesma. Já é “cliché” mas é verdade: isto é um “processo”. Não se apaixonou completamente em horas, foram precisos mais dias, por isso o processo inverso demora. É normal. Não se critique por isso. Aceite que todo este processo demora um pouco mas que o tempo acabará por “curar” muitas feridas. Pense: «É normal estar a sofrer, não faz mal, isto vai passar. Este sofrimento não me define como pessoa.». Faça uma inspiração profunda pelo nariz e deite o ar fora, pelo nariz ou pela boca, até achar que não há mais ar para sair. E tente relaxar, dentro das possibilidades, indo se entreter com algo que lhe seja aprazível.

(Aceitação!) Não Tem de Esquecer a Pessoa de Um Dia Para o Outro – Em algumas situações, uma das atitudes mais vulgares, e obviamente compreensíveis, é tentar que a mente tente esquecer que “aquela pessoa” algum dia existiu. Só que dez minutos depois, ou um dia depois, ou depois de uma musica mais “lamechas”, a memória trás a recordação de volta. E vai ser sempre assim porque a memória está ligada à nossa sobrevivência e não se “apaga” dessa forma. Tente perceber que o que quer é esquecer, ou apaziguar, a dor que essa pessoa lhe está a causar. Aceite que essa pessoa, ainda que possa ter “destroçado” o seu coração de uma forma muito “violenta”, pode ficar à vontade no “baú” das pessoas da sua vida. Não se “massacre” por não esquecer a pessoa de “um dia para o outro”. Isso, se assim tiver de ser, acontecerá com o passar do tempo. Pense: «Podes estar aí à vontade – na minha mente – mas eu não te vou dar muita importância.»

Proibido Estar Sozinha! – Estar um pouco a sós não faz mal. Até porque, nesta fase, a mente precisa de descansar das muitas opiniões alheias. Mas, não exagere! Se ficar demasiado tempo sozinha o cérebro acciona o “modo padrão” e vai fazer com que ainda fique a remoer mais no problema, aumentando sentimentos depressivos. Vá ter com amigos, ou família, mas com aqueles que tanto conseguem ouvi-la se precisar como a conseguem fazer rir. Boa “energia”! Nada de se fazer acompanhar, nesta fase, de solidão e/ou pessoas dadas ao dramatismo.

Fazer Novas Atividades! – Novas actividades requerem outro tipo de atenção e acabam por desviar o foco do sofrimento para um foco diferente dando tempo à sua “alma” para relaxar e deixar entrar o processo de “cura”. Se já é uma pessoa que tem muitas actividades, gosta e são daquelas consideradas “saudáveis”, força”! Mas, inove! Faça algo novo, especialmente, naqueles horários que, agora, estão “vagos”. Ou melhor, nos horários em que, eventualmente, estaria com o companheiro. Atenção: nada de actividades como ouvir as “vossas músicas”. Não se martirize sem necessidade! Aprenda uma coisa nova e foque-se nisso.

Lembrar do “Bom” Sem Esquecer o “Mau”! – Nestas alturas também é muito normal a pessoa se lembrar mais dos momentos “bons”. Só que, de certa forma, pode correr o risco de valorizar demais a pessoa que partiu e reforçar o sentimento de que não vai poder “viver sem ela”. Tudo isso é normal. Mas não é saudável porque não é verdadeiro. Não queremos que passe a “ver” a pessoa como um “mostro” mas tente lembrar-se, também, das coisas que não gostava muito nela. Tente lembrar-se daquilo que corria menos bem e análise de forma mais fria se, por um lado, não está melhor assim.

Não Substituir (de imediato) “Um Amor Por Outro” –É extremamente importante, se conseguir, conhecer pessoas novas mas isso é diferente de começar, logo, a namorar com elas. Camuflar sentimentos pode ajudar a passar algumas “dores” mas pode não ser o ideal porque pode mascarar, também, um amor que você, na realidade, não sente. Com o tempo essa descoberta ainda a pode magoar mais e não ajuda no processo. Isto para não falar de magoar, similarmente, alguém que, entretanto, até entrou na sua vida e também não merece isso.

Não Descurar a Parte Física –É altura de se esmerar para si própria! Quando há um coração partido há um espelho enfurecido! Nesta fase pode olhar-se ao espelho e achar-se a pessoa mais “feia” do mundo porque, na verdade, fica-se sempre na dúvida se a pessoa nos deixou também porque “já não estou muito bonita”. Como tal, nada de se desleixar. Faça desporto, corra, ou caminhe (super “anti depressivos”) e arranje-se. É muito importante que os seus olhos a vejam bonita. Pode não ser um remédio santo mas pode ter a certeza que ajuda!

Procurar ajuda profissional –Já passou algum tempo e ainda tem vontade de ficar a dormir e de se enterrar nos lençóis e nunca mais acordar? É tempo de pôr o orgulho de lado e ser corajosa! A coragem passa por ir falar com algum terapeuta e/ou psicólogo para que tenha uma ajuda concreta na reestruturação do seu “EU” emocional e se volte a elevar, a viver! Inserir-se em grupos de auto ajuda também é muito benéfico. Procure alguns na Internet e experimente. Falar com pessoas que estão no mesmo processo que o seu pode ajudar bastante.

Nota: sabia que há uma teoria que diz que nós só ficamos, mesmo, com quem temos de ficar? E que todas as pessoas têm um propósito na nossa vida, principalmente aquelas que nos magoam, que é ajudar-nos a conhecermo-nos melhor e a crescer? E que às vezes é importante um período de separação para que o casal, antes de voltar a ficar junto outra vez, amadureça mais?

Por isso, muita força e esperança! Vai correr tudo bem!

 

5 Comentários
  1. Gostei muito do texto. Simples e concreto! Estou a passar por uma separação e identifiquei-me com muita coisa escrita!
    OBRIGADO.

Deixe uma resposta

O teu endereço de email não será publicado.