Vamos Combater a Discriminação e o Preconceito?

Vivem-se tempos de frivolidade, onde a ilusão e a superficialidade imperam. Nesta nova era que nos acolhe, a importância atribuída ao que se insere no campo do virtual é exacerbada, numa expressão de leviandade que nos impede de refletir, com substância, sobre as nossas ações. Talvez a sociedade se esteja a deixar embriagar por esse deslumbramento ilusório pelo supérfluo, deixando para trás o que realmente importa: praticar o bem, aceitar o outro e contribuir, verdadeiramente, para um mundo melhor.

Caminhamos, cada vez mais, ao sabor de uma maré que nos rouba e que se apropria de um livre arbítrio do qual acreditamos ser donos, quando na verdade não somos. Vivemos presos numa sociedade que julga constantemente e que, por vezes, nos desassossega por não nos permitir ser quem realmente somos. Cada gesto nosso é passível de ser condenado por não seguir os padrões preestabelecidos. Haverá lugar para o termo justiça nesta matéria?

Fará sentido continuar a evitar uma realidade tão presente? Todos os dias, em qualquer lugar, o ato de julgar (mesmo que não ultrapasse a linha do pensamento) está lá. O preconceito existe, seja para com a religião, para com a orientação sexual ou a etnia, ou simplesmente face ao modo de como o outro se apresenta ao mundo ou na desigualdade de direitos entre homens e mulheres. A opressão, a maldade e a injustiça têm morada aqui  – Até quando? Até quando este constante “apontar o dedo”? Até quando se perderão vidas por culpa da descriminação?

Podemos ter tudo – uma vida social de sonho, o trabalho ideal, o luxo que achamos que levaremos para sempre connosco – mas há valores que estão para além de tudo isso: o humanismo é um deles. Existem poucos sentimentos piores do que a angústia e a dor de olharmos para um qualquer ser humano (totalmente igual a nós, com os mesmos direitos e o mesmo valor) que sofra na pele o preconceito e a discriminação, quando na verdade tudo o que mais anseia é o mesmo que todos nós: ser feliz.

Teremos nós forças para dizimar todo este sofrimento gratuito? Ora, pelo menos poderemos sempre fazer a nossa parte, com a ajuda da APAV. A associação lançou, no passado dia 26, uma nova campanha de sensibilização dedicada aos crimes de ódio, que contará com a participação de várias figuras do hip hop português (Malabá, Papillon, M7, entre outros). Neste movimento – #RESPECTBATTLES – cada artista é responsável por uma respect battle, frente a frente com vítimas de diferentes expressões de ódio (racismo, religião, LGBT e refugiados).

Não existe mais lugar para a indiferença. Junta-se a nós e à APAV no combate contra o ódio?

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