Eu Escolho: SER FELIZ

A temática da “felicidade” pode ser tão complexa que, para falarmos dela com profundidade, teríamos de, não só mencionar imensos autores e estudiosos no assunto, como ocupar muitas páginas deste blog! Como tal, não há nada como ser prático e ir direto ao assunto: ser feliz não é fácil mas é perfeitamente possível!

Ser feliz não é um estado permanente, até porque nada é permanente na vida (porque teria de ser a felicidade?). Ser feliz é o somatório das vezes que, evidentemente, vamos estando felizes. Estou mais vezes feliz do que estou triste? Então talvez possa considerar que sou feliz. Ou, alimento demais a tristeza?

Antes de continuarmos é importante referir que, obviamente, existem situações que não podem deixar de nos afetar e de nos deixar tristes. Sendo humanos, não podemos deixar de ficar deprimidos com a doença, ou com a morte de alguém que nos é querido ou com a perda do emprego, etc. E, essas emoções têm de ser aceites, têm de se expressar, têm de sair cá para fora. Porém, depois, temos de ter a capacidade de perceber que talvez já chegue de alimentar a tristeza e que é tempo de nos erguermos e de continuarmos a nossa vida.

Fácil, não é, de todo! Contudo, repito: é perfeitamente possível. Podemos escolher se ficamos tristes ou felizes? Ou, pelo menos, “neutros”, sem cairmos na grande espiral descendente da depressão? Fora os tais problemas aos quais não podemos ficar indiferentes ou a problemas de saúde específicos (neurológicos, por exemplo) que não permitem, organicamente, que nos sintamos felizes e/ou mais tranquilos, a resposta é sim!

A “culpa” não é propriamente nossa e, possivelmente, é de todos. Numa sociedade virada para o consumismo, o “Ter” tem-se sobreposto ao “Ser”, mas ao Ser interior que é confundido, muitas vezes, com estatutos – ser médico, ser “VIP”, ser “isto ou aquilo”. Isso também é ter. E, quando não se consegue “ter” ou se vive com um medo desmesurado, ainda que inconsciente, de se perder o que se tem, qualquer coisa que não corra bem na nossa vida é um gatilho para desencadear um mau humor, uma tristeza. E, a vida passa ao lado e nem a vemos bem, focamo-nos nas perdas (que tantas vezes são ganhos!) e nas nossas limitações.

Os conceitos de Mindfulness que também têm, inerentes, muitos conceitos da Psicologia Positiva, dão algumas diretrizes sobre o que podemos fazer para nos sentirmos, pelo menos, mais felizes. Aqui ficam as sugestões!

1ª – Agradeça! Quando acordar, verifique se está viva. (Parece ridículo mas não é!) Verifique se os que ama estão vivos. Estão? Opimo! Respire fundo e agradeça. A gratidão é uma “coisa” extremamente importante da nossa vida. Traz-nos ao presente, à realidade daquilo que se está a passar connosco e não nos deixa ficar tão presos à “desgraça” de ter “rasgado as calças” ou “partido o salto do sapato”. Ajuda a minimizar os problemas…

2ª – Aceite! Aceite que é diferente dos demais e que, se as suas limitações são as qualidades de uns, pode ter a certeza que as suas qualidades são o ponto fraco de outros. Valorize as suas competências e aceite as suas limitações. Se fossemos todos iguais o mundo não tinha evoluído tanto…

3ª – Faça exercício físico! As caminhadas contam e muito! O exercício vai ajudar a que segregue hormonas que lhe transmitem a sensação de bem-estar e de boa disposição.

4ª – Comprometa-se! Tenha sempre um objetivo na vida! Não interessa se é pequeno ou grande ou se é ligado à vida profissional, ou não. Faça algo com foco e atenção. Por exemplo: o que gosta de fazer nos tempos livres? Seja cozinhar, ler ou ver filmes na televisão, faça-o sem “culpas”. Faça-o com gosto e foque-se mais no processo do que no produto final! O segredo é, de facto, saborear as fases da “viagem”. O produto final será resultado da dedicação e aprendizagem que fez durante todo o processo.

5ª – Responsabilize-se! Em vez de se culpar em excesso ou passar ao oposto e se desresponsabilizar, desculpando-se imenso… pare! Seja responsável pelo que fez: «Não consegui fazer melhor. O que posso fazer para que, numa próxima vez, tenha um resultado diferente?». Analise e aprenda com os erros, não chore demasiado sobre eles. Só quem nada faz é que não erra…

6ª – Tenha Relações Positivas! Os amigos são importantes e não deve exagerar na solidão ainda que seja um ser que gosta de estar sozinho. Conviver é muito importante! Desabafar e estar com pessoas que a fazem rir e que a entendem vai ajudar muito, especialmente a não se achar a pessoa com mais azar ao cimo do planeta. Vai perceber, muitas vezes, que o seu problema, afinal, não é assim tão grave.

7ª – Não Viva a Vida dos Outros! Seja ambiciosa e inspire-se em vidas alheias para que ainda seja mais criativa, mas não para fazer uma réplica da vida de alguém. Não se esqueça que, por mais dinheiro que uma pessoa possa ter (ou parecer ter) ou por mais famosa que seja, também tem problemas e tristezas tal e qual como outra pessoa. Por mais simples que seja a sua vida ela pode ser maravilhosa!

Todos os dias de manhã, tente escolher os seus pensamentos tal e qual como escolhe as suas peças de roupa! Seja seletiva e afaste os pensamentos menos bons, depressivos e/ou pessimistas! Como disse, nada disto é fácil mas, repito, é absolutamente possível! A partir de hoje, escolha mais vezes… ser feliz!

P’la Escola de Mindfulness Essencial
 
Vanda do Nascimento
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